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Aneel: linhas de transmissão de energia de Belo Monte custarão R$ 7,7 bi

Publicado terça-feira, 31 de março de 2015

terça-feira, 31 de março de 2015


Brasília - As linhas de transmissão que vão escoar a energia da usina de Belo Monte exigirão investimentos de R$ 7,7 bilhões, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O leilão dessa linha deve ser realizado em 26 de junho deste ano. O linhão ligará a hidrelétrica, no Pará, às regiões Sudeste e Centro-Oeste.

O linhão terá 2.518 quilômetros e passará pelos Estados de Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O consórcio vencedor terá de construir duas estações conversoras, nas subestações Xingu, no Pará; e Terminal Rio, no Rio de Janeiro.

A estrutura será construída em corrente contínua, ou seja, com subestações apenas no início e no fim da linha, o que diminui as perdas no transporte da energia. Além disso, terá 800 kV, o que oferece uma grande capacidade de transmissão de blocos de energia. "É como se fosse uma via expressa, sem seccionamentos. Isso vai permitir que o transporte de energia seja feito de maneira mais eficiente", explicou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.

As obras deverão ser entregues em setembro de 2020, cinco anos após a assinatura dos contratos. A estimativa da Aneel é que a construção do linhão gerará 15,4 mil empregos. Os consórcios interessados em disputar a linha deverão depositar R$ 77 milhões para participar do leilão. Já o vencedor da licitação terá de apresentar uma garantia de fiel cumprimento de R$ 770 milhões, 10% do valor do investimento. Além disso, também deverá ter patrimônio líquido mínimo de R$ 770 milhões.

A Aneel não divulgou o valor da Receita Anual Permitida (RAP) do linhão. A receita será calculada conforme as novas regras aprovadas para leilões de transmissão na semana passada, que elevaram a taxa mínima de retorno (WACC) dos investimentos do segmento de 5,5% ao ano para um patamar entre 7,63% a 7,86% ao ano, podendo ser maior em alguns casos específicos. O processo referente à linha ficará em audiência pública entre os dias 1º e 30 de abril.

Este projeto, na verdade, trata-se da segunda estrutura para escoar a energia da usina. O primeiro linhão foi leiloado em fevereiro do ano passado e será operado pela concessionária formada pela chinesa State Grid (51%), Furnas (24,5%) e Eletronorte (24,5%). Também será de corrente contínua de 800 kV e deve custar cerca de R$ 5 bilhões.

No leilão, a concessionária ofereceu uma RAP de R$ 434,647 milhões, deságio de 38% em relação ao valor máximo estabelecido pela Aneel, de R$ 701 milhões. O primeiro linhão terá 2,1 mil quilômetros até a subestação de Estreito (MG), passando por Pará, Tocantins, Goiás e Minas Gerais.

Fonte: Folha Vitória

Brasil tem a energia mais cara do mundo para a indústria

Publicado
B-G3FZ4

Custo médio do insumo para o setor produtivo nacional sobe 48% desde o início deste ano

“O custo (no Brasil) é muito mais alto do que o dos nossos principais concorrentes. Isso se traduz, na prática, em produtos mais caros, empregos que deixam de ser gerados, investimentos que deixam de ser feitos, porque esse insumo está em toda a indústria”, disse o gerente de Competitividade Industrial e Investimentos do Sistema Firjan, Cristiano Prado.

Para ele, o produto nacional, com o preço no atual nível, perde competitividade para concorrer tanto no mercado interno quanto no externo. No entanto, o custo internacional de energia para a indústria caiu 6% em comparação ao do ano passado. Entre os Estados brasileiros, o Rio de Janeiro ocupa o primeiro lugar, com custo médio de R$ 664,05 por MWh, seguido de Mato Grosso (R$ 640,87 por MWh).

O custo médio do gás natural para a indústria brasileira também subiu: 21% nos últimos quatro anos. As empresas pagam R$ 1,29 por metro cúbico do produto. Com isso, o Brasil ocupa a oitava classificação no ranking dos 16 países de gás mais caro para a indústria. Prado ressaltou que o custo médio do gás natural no Brasil é o dobro do registrado no México e mais de três vezes, ou 261% acima do custo dos Estados Unidos. “Isso faz com que as empresas que dependem de gás, como a petroquímica, que está na base de praticamente tudo que a gente consome, estejam seriamente afetadas”, disse.

O resultado é que os investimentos são feitos em outros países, quando poderiam estar sendo feitos no Brasil, concluiu Prado. Segundo ele, essa situação tem de ser enfrentada sem demora. No caso da energia elétrica, a Firjan aponta, entre as possíveis soluções, a retomada da discussão sobre hidrelétricas com grandes reservatório e a ampliação da utilização da eficiência energética por parte da indústria.

Na questão do gás, Prado salientou a necessidade de maior participação do setor privado em todas as etapas do segmento, que envolvem exploração, geração, distribuição e transporte. Isso baratearia o insumo.

Fonte: O Tempo

Governo aumenta preço da energia em leilão para atrair interessados

Publicado segunda-feira, 30 de março de 2015

segunda-feira, 30 de março de 2015

A realização do leilão, que ocorrerá em São Paulo, foi aprovada nesta segunda-feira (30) em reunião extraordinária da agência e inclui 91 empreendimentos em todo país


Em junho do ano passado, essas geradoras venderam sua energia
a R$ 148 o megawatt-hora (MWh) 
e a R$ 164 em novembro

Com regras mais rígidas do BNDES para financiar pequenas usinas hidrelétricas, o Ministério de Minas e Energia aumentou "consideravelmente" o preço para contratação desses empreendimentos no leilão que ocorrerá no próximo dia 30.

A avaliação é do diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) André Pepitone, relator do edital do pregão, que inclui novas hidrelétricas, térmicas movidas a carvão, gás natural e biomassa.

Todos os projetos listados pelo edital terão de entregar a energia a partir de 2020.

A realização do leilão, que ocorrerá em São Paulo, foi aprovada nesta segunda-feira (30) em reunião extraordinária da agência e inclui 91 empreendimentos em todo país.

A principal mudança no processo, desta vez, foi justamente o aumento no preço da energia que será contratada de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas).

Em junho do ano passado, essas geradoras venderam sua energia a R$ 148 o megawatt-hora (MWh) e a R$ 164 em novembro. Agora, elas serão contratadas a R$ 210.

De acordo com Pepitone, até o ano passado, o BNDES aceitava financiar 70% dessas pequenas hidrelétricas.

No entanto, alterou as regras e diminuiu o percentual para 50%, o que ajudou a reduzir o interesse dos investidores.

"Mudaram as condições. Diminuiu a participação do banco e aumentou em 33% a TJLP [taxa de juros de longo prazo]. Isso deteriorou a condição de viabilização dos empreendimentos de PCH [pequenas centrais hidrelétricas]", disse.

"O [novo] preço estabelecido pelo ministério demonstra total sensibilidade com os pleitos do segmento. Um aumento de preço significativo frente aos leilões do ano passado", concluiu.

Além das pequenas centrais hidrelétricas, o governo e a Aneel esperam conseguir interessados também para arrematar as usinas hidrelétricas de Itaocara (RJ), Telêmaco Borba (PR), Apertados (PR) e Ercilândia (PR).

No caso das hidrelétricas de maior porte, os preços variam de R$ 155 a R$ 201 por megawatt-hora.

Apesar das expectativas para conseguir leiloar os quatro empreendimentos, apenas Itaocara, até o momento, possui o licenciamento ambiental prévio.

As demais usinas ainda precisam da anuência do órgão ambiental estadual até o próximo dia 23. Se esse protocolo não for respeitado, as hidrelétricas não poderão ser oferecidas neste pregão.

Para as usinas térmicas, que possuem custo superior ao das hidrelétricas, o valor fixado foi de R$ 281 por megawatt-hora.

Fonte: O Tempo

Queiroz Galvão instala seu quarto complexo eólico no país

Publicado
Com parques eólicos entre os mais produtivos do Brasil, Queiroz Galvão Energia inaugura seu quarto complexo no país. Empreendimento localizado no Rio Grande do Norte totaliza 150 MW de potência


Com quatro empreendimentos eólicos e quatro hidrelétricas, empresa atinge 650 MW de geração
Com investimentos de R$ 610 milhões, a Queiroz Galvão Energia (QG Energia) acaba de inaugurar o Complexo Eólico de Riachão, no município de Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte. O novo empreendimento eólico da companhia conta com 54 aerogeradores e 150 MW de capacidade instalada, volume capaz de atender 377 mil residências.

“Estudos apontam que o Brasil tem um potencial eólico estimado em 300 GW. Atualmente usufruímos de pouco mais de um décimo desse volume, o que demonstra o enorme potencial de crescimento do setor eólico brasileiro”, afirma Max Xavier, CEO da Queiroz Galvão Energia. “Somente o complexo de Riachão deve elevar em 10% a geração de energia no Rio Grande do Norte, a partir de uma fonte limpa e competitiva”.

Em apenas três anos, a Queiroz Galvão Energia implantou quatro complexos eólicos no Brasil. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), os parques da QG Energia foram os mais produtivos do país em 2014, com fator de capacidade médio acima da média dentre esse tipo de empreendimento no Brasil. A campeã é a usina de Colônia, no Ceará, com 67,3% de fator de capacidade, seguida por Taíba Andorinha, Taíba Águia, São Jorge e Icaraí. Desses, apenas São Jorge não integra o portfólio da companhia (veja quadro).

Posição
Usina
Fator de Capacidade
Unidades Geradoras
Início das Operações
Empresa
1
Colônia
67,30%
9
19/06/2014
QGE
2
Taíba Andorinha
67,10%
7
19/06/2014
QGE
3
Taíba Águia
64,10%
11
19/06/2014
QGE
4
São Jorge
63,30%
12
11/11/2014
Abengoa
5
Icaraí I
59,50%
13
29/03/2014
QGE
Fonte: Boletim Mensal da ONS/ ano 2014“A produtividade dos nossos parques reflete-se na combinação da expertise da empresa na implantação de projetos em locais com potencial eólico diferenciado e localização geográfica privilegiada, combinados com a escolha correta dos aerogeradores”, diz Xavier, da QG Energia.

Outros dois parques eólicos já estão em construção no Piauí, e serão inaugurados em dezembro de 2015 e dezembro de 2016. Ao todo, a QG Energia terá investido mais de R$ 3 bilhões na geração de energia limpa no Brasil. Os novos parques do Piauí elevarão a capacidade instalada da companhia para mais de 1 GW, somando as fontes eólica e hidrelétrica. Esse volume é capaz de atender 2,6 milhões de casas, o equivalente a 10,4 milhões de pessoas ou toda a população do estado do Pernambuco.

Para viabilizar a conexão do Complexo Eólico de Riachão ao sistema elétrico nacional, foram construídos 28,3 km de linhas de transmissão próprias, de 230 kV. A independência na construção das linhas de transmissão até o ponto de conexão também tem sido um dos diferenciais da QG Energia e reflete-se na rápida expansão de seu parque gerador.

Fonte: maxpressnet

Eficiência energética é o novo mercado da CPFL

Publicado
Subsidiária que iniciou operação este ano já vê a necessidade de rever estimativa de crescimento diante do cenário mais favorável para esse mercado no país


O mercado de eficiência energética entrou na pauta de negócios da CPFL que, desde o início do ano, tem uma subsidiária para atuar nesse segmento, a CPFL Eficiência. A companhia foi criada para atuar no ambiente não regulado, e agora, com o atual momento do setor elétrico, há um pico de oportunidade de atuação, desde os projetos de eficiência, passando pela geração distribuída e autoprodução, áreas que se tornam atrativos ao passo que a tarifa de energia fica mais elevada.

Segundo o diretor geral da nova companhia, Luciano Ribeiro, o atual cenário do setor deve levar a uma revisão do plano de negócios em um futuro breve para rever as estimativas de crescimento que se tornaram mais favoráveis. Ele disse à Agência CanalEnergia que a empresa foi idealizada e estruturada no ano passado para que iniciasse as operações em janeiro de 2015.

“Eficiência energética é um assunto que está sendo muito discutido atualmente. O setor elétrico sempre investiu no sentido de aumentar a oferta de energia e no atual cenário, com a questão climática e restrições ambientais, vemos uma grande dificuldade na questão da oferta. Por isso, temos agora que atuar no consumo”, disse o executivo.

Entre os produtos que a nova empresa do grupo CPFL Energia possui estão projetos de eficiência energética com trabalho de diagnóstico e potenciais soluções por meio deretrofit, projetos de geração distribuída solar fotovoltaica que envolve desde o projeto, a instalação e operação. E ainda, automação e a inserção de novas tecnologias como cogeração. Nesse sentido, disse ele, a novidade é a possibilidade de se aproveitar o vapor de baixa pressão para o setor industrial, condensar o vapor e transformá-lo em água.

Na solar, a empresa reporta que tem notado grande interesse por essa área. Tanto que contabiliza consultas para cinco grandes projetos para a indústria de capacidades instaladas entre 0,5 MW a 1 MW de capacidade. A usina de Tanquinho, ressaltou ele, serviu como um grande aprendizado. No segmento de autoprodução, a nova empresa possui um portfólio que foi migrado da CPFL Serviços. 

“Temos hoje cerca de 90 MW instalados no Brasil. No princípio do ano aumentou para 110 MW por meio de contratos fechados para geração a diesel”, lembrou ele. A empresa atua nesse segmento como operador dessas capacidades de produção de energia em horário de ponta ou como backup para os clientes.

“Onde a tarifa é muito alta os projetos tornam-se viáveis e podemos atender no Brasil todo. Como temos sinergia com a nossa comercializadora podemos adquirir a energia excedente se o cliente não precisar desse volume gerado”, disse ele.

O crescimento da empresa, disse Ribeiro, será o resultado de uma combinação de soluções. Essa combinação passa pela tendência do avanço de projetos de GD, que ele classificou como um caminho sem volta a partir do momento que ganhar escala e ter a desoneração do ICMS. Com relação à autoprodução, a empresa considera que há, nos próximos anos, um pico de oportunidades e, de forma geral, projetos de eficiência energética. 
 
A CPFL Eficiência não deverá ficar restrita à conservação apenas de energia elétrica. No foco de atuação da empresa está ainda o gás natural e o vapor de água dos processos industriais. O foco, destacou o executivo, é agregar maior valor ao cliente proporcionando a ele maior competitividade ao reduzir custos de produção, o que traz mais eficiência.

Fonte: Canal Energia

Governo vai instalar ‘fazendas’ solares em lagos de hidrelétricas

Publicado domingo, 29 de março de 2015

domingo, 29 de março de 2015



Brasília, 25 – A crise hídrica e a necessidade de garantir o abastecimento de energia do País levaram o governo a buscar uma alternativa inédita para ampliar a capacidade de geração do setor elétrico. O Ministério de Minas e Energia (MME) trabalha em um plano para transformar os maiores reservatórios de hidrelétricas do País em grandes “fazendas” de painéis solares.

A proposta, apurou o jornal “O Estado de S. Paulo”, é espalhar milhares de metros quadrados de boias com painéis solares sobre o espelho d’água das usinas. Já que as turbinas não podem entregar um grande volume de energia por causa da escassez de água, que o reforço na geração venha pela luz do sol, recurso que fica ainda mais intenso durante o período seco.

Cálculos já feitos por técnicos do ministério apontaram que o uso desses flutuadores solares sobre os reservatórios pode acrescentar ao parque nacional de energia até 15 mil megawatts (MW) de potência, volume superior à capacidade máxima que será entregue pelas Hidrelétricas de Belo Monte e Jirau, em construção na Amazônia.

O plano foi confirmado ao jornal pelo ministro do MME, Eduardo Braga. “Estamos com muita expectativa em relação a esse projeto. Se o experimento der certo, já temos todo o sistema pronto para escoar essa energia”, disse.

Duas grandes barragens controladas por estatais da Eletrobras já foram escolhidas para estrear o plano. No Rio São Francisco, na Bahia, o alvo é o lago de Sobradinho, que é o maior do País em área alagada. No Amazonas, os painéis serão instalados na barragem de Balbina, hidrelétrica que gera pouquíssima energia por meio de suas turbinas, mas que também é dona de um dos maiores lagos artificiais do Brasil. A partir das represas dessas hidrelétricas, os painéis flutuantes serão conectados diretamente às subestações de energia das usinas, o que simplifica o processo e reduz custos.

Estatal
O gerenciamento dos painéis solares e a geração de energia será feito diretamente pela Chesf e Eletronorte, donas de Sobradinho e Balbina, respectivamente. A escolha por iniciar o plano nessas usinas deve-se não apenas pelo tamanho de suas represas, mas também pelo fato de serem controladas por estatais. Se o programa der certo, disse Braga, o governo pretende expandir a ideia para outras hidrelétricas, inclusive aquelas concedidas para concessionárias privadas.

Em Minas Gerais, um projeto do mesmo tipo começou a ser avaliado pela Votorantim, em parceria com o CSEM Brasil, centro de pesquisas que desenvolve tecnologias de painéis de energia solar. Segundo a Votorantim, a iniciativa ainda está em fase inicial e, por enquanto, não há definição sobre qual hidrelétrica da companhia seria usada para testar o projeto.

O plano do governo federal, disse o ministro Eduardo Braga, deve envolver a utilização de tecnologias internacionais. Duas alternativas são estudadas, umas delas representada por um sistema criado em parceria entre França e China. Outra opção considerada vem de uma proposta desenhada entre japoneses e alemães.

Ensolarado
Apesar de o Brasil ser um dos países mais ensolarados do mundo, a geração de energia através de painéis fotovoltaicos sempre foi tratada como um bicho estranho pelo setor elétrico. No fim do ano passado, porém, essa situação começou a mudar, quando um leilão de energia realizado pelo governo contratou, de uma só vez, 31 usinas solares. Foi a primeira vez que o governo comprou exclusivamente energia solar.

Das 31 plantas de geração de energia solar previstas para serem construídas nos próximos anos, 14 serão erguidas na Bahia. Ao todo, a capacidade total negociada no leilão foi de 1.048 MW. Neste ano, novos leilões de geração devem contratar mais projetos solares.

Estudos feitos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que o uso pleno do potencial solar do País poderia gerar até 287 mil gigawatts-hora por ano somente no ambiente residencial. Isso equivale a mais de duas vezes o consumo residencial de energia contabilizado atualmente.

Fonte: Estado de Minas

Idoso que mora sozinho recebe contas de energia de até R$ 8 mil

Publicado quarta-feira, 25 de março de 2015

quarta-feira, 25 de março de 2015

Em três meses, dívida do aposentado já é de quase R$ 18 mil, em Goiás.
Indignado, ele diz poupar energia e que cobrança não passava de R$ 50.

O aposentado Marciliano Mendes, de 73 anos, mora sozinho em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, e afirma fazer de tudo para economizar energia elétrica. Com pouco consumo de eletricidade, ele costumava pagar R$ 50 pelo serviço. No entanto, desde dezembro ele se surpreende ao abrir a fatura. O valor somado das últimas três cobranças chega a quase R$ 18 mil.

De acordo com o aposentado, ele não passou a exercer nenhuma atividade que justifique tal aumento da conta. Na casa de cinco cômodos, ele possui apenas televisão, geladeira e lâmpadas. “Eu tenho as televisões de 14 polegadas e eu só ligo para assistir ao jornal, somente. Não tem criança, não tem ninguém aqui, só eu”, afirma Marciliano.
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A primeira fatura que o aposentado recebeu com valor alto foi em dezembro do ano passado, quando se cobrou R$ 8.482,55. Em janeiro, a fatura foi de R$ 5.757,43. O problema também ocorreu em fevereiro, pois cobraram R$ 3.656,98 pelo consumo de energia do idoso.

Sem condições de pagar a quantia, a energia chegou a ser cortada pela Companhia Energética de Goiás (Celg). Marciliano procurou a empresa e pagou uma taxa para religar a energia. No entanto, o aposentado já foi informado que, se não quitar a dívida, terá o serviço interrompido novamente.

O idoso afirma que também o avisaram que ele precisa pagar os R$ 18 mil e, só depois, poderá pedir a restituição dos valores pagos à Justiça. Com aposentadoria de R$ 1,6 mil mensais, Marciliano afirma que não tem condições de quitar o débito indevido, até porque, ele garante que não usou o serviço. “Eu não tenho condição de pagar e nem se tivesse eu não ia pagar porque eu não gastei, eu não devo”, diz o idoso.

A Celg informou, em nota, que retirou o medidor da casa do aposentado para fazer uma aferição e que instalou um novo equipamento. No entanto, o laudo só deve ficar pronto em abril.

A companhia afirmou, ainda, que até o esclarecimento do caso, não vai mais fazer nenhuma cobrança para o aposentado e colocará uma restrição de corte. Se for constatado defeito no medidor, o aposentado vai pagar, por mês, a média dos doze meses anteriores ao problema.

Marciliano Mendes está revoltado com a dívida de quase R$ 18 mil (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Fonte: G1/GO, com informações da TV Anhanguera

Fontes alternativas podem ser mais que complementares

Publicado segunda-feira, 23 de março de 2015

segunda-feira, 23 de março de 2015


Especial Crise Energética, da Agência Ambiente Energia - O risco do País passar por um racionamento de energia, por conta do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, já é admitido até pelo governo. Diante dessa situação de insegurança, um questionamento se mostra inevitável: por que o Brasil não dispõe de outras fontes também renováveis que pudessem suprir as necessidades dos consumidores num momento de escassez de água? Especialistas ouvidos pelo Ambiente Energia acreditam que o motivo principal pela falta de diversificação da matriz energética foi o fato do planejamento do setor ter subestimado o potencial da luz solar e da força dos ventos. Esses tipos de geração foram considerados caros no passado, mas, como em toda nova tecnologia, a redução de preço é questão de tempo. Sua viabilidade econômica vem sendo cada vez mais comprovada com a queda no custo de produção e dos equipamentos. A relutância em lidar com uma geração mais distribuída, de acordo com estudiosos, foi outro fator que levou os operadores do sistema a desprezarem essas alternativas.

Jurandir Picanço, consultor da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e ex-presidente da Coelce, disse que quando ajudou a implantar os primeiros parques eólicos do estado nordestino, no fim da década de 1990, muitos viam as torres como excentricidades. Como estão fincadas sobre dunas de areia, próximas a Fortaleza, viraram até atrações turísticas. Hoje, a força dos ventos gera energia em diversos pontos do Brasil e já é responsável por cerca de 4% da produção brasileira. Percentual ainda tímido, segundo ele, diante do potencial do território. Para o consultor, deveria haver logo de início uma revisão do planejamento do sistema energético. Um exemplo da desatualização está na característica dos equipamentos disponíveis. Há cerca de dez anos, predominavam torres de 45 metros de altura, o que favoreceu sua instalação no litoral. Atualmente estão disponíveis equipamentos mais altos (100 metros de altura), abrindo maiores possibilidades no interior, ainda pouco estudadas. “A energia eólica precisa deixar de ser vista como uma solução complementar. Poderíamos hoje ter uma capacidade instalada três vezes maior e, com isso, não estaríamos passando por essa crise”, afirma o consultor.

Diversos países já compreenderam que a energia eólica pode ser de fato uma fonte robusta para suprir sua demanda. É o caso da Espanha, por exemplo, que retira dos ventos mais de 20% da energia que consome e sua geração por hélices não para de bater recordes. A Alemanha também é uma referência em termos de uso de recursos renováveis. A maior potência industrial europeia já supre em torno de 9% de suas necessidades energéticas com as usinas eólicas e vem investindo fortemente também na geração através da luz do sol. A energia solar atende entre 5% a 6% do consumo germânico. Mesmo com atraso em relação a esses países, o Brasil tende a mudar seu quadro nos próximos anos. Um sinal disso são os leilões exclusivos para essas fontes alternativas. Em agosto, haverá um novo leilão para contratação de energia solar. Para novembro, foi marcado uma nova oferta de reserva tanto para geração fotovoltaica, quanto eólica.

A Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento da Aneel informou que do projeto de pesquisa e desenvolvimento lançado em 2011 para energia solar, sete plantas já foram concluídas. São elas: Tanquinho (Campinas-SP), Cidade Azul (Tubarão-SC), Arena Pernambuco (São Lourenço da Mata-PE), Tauá (Ceará), Megawatt Solar (Florianópolis-SC), USP (São Paulo-SP) e Usina do Gasômetro (Porto Alegre-RS). Outras cinco estariam em conclusão. Para Jurandir Picanço, a expansão dessa fonte vai passar tanto pela construção de novas usinas, quanto pela microgeração, através da instalação de painéis nos telhados das casas. O retorno para o morador, segundo ele, vem entre 5 e 7 anos. O investimento inicial alto poderia, entretanto, ser suavizado com subsídios e linhas de financiamento a juros mais baixos. “Com os aumentos previstos nas tarifas, vejo que muita gente está se mexendo à procura dessa alternativa”, conta o consultor.

Amaro Pereria, pesquisador do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, salienta que a intermitência dos ventos foi outra alegação usada no passado para se menosprezar esse recurso. Na balança, não foi levado em consideração o fato das chuvas também não serem constantes. Mesmo para as termelétricas, é preciso considerar as paradas necessárias para manutenção, além de se levar em conta o impacto ambiental elevado. Segundo ele, há maior predominância de ventos nos períodos secos, o que fortalece a necessidade de expansão da energia eólica para compensar as limitações das hidrelétricas. “A crise hidrológica pode se tornar persistente. Temos que nos planejar para o futuro”, afirma Pereira.

O pesquisador da Coppe considera que já foi um avanço significativo a entrada em vigor da Resolução Normativa 482/2012, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que introduziu o sistema de compensação para micro e minigeradores. Ou seja: quem produz sua própria energia ganha créditos que são abatidos na conta de luz. Segundo a Aneel, já há cerca de 320 pontos de instalações fotovoltaicas que se beneficiam da regra em todo o País. Outros consumidores de baixa tensão adotaram o mesmo mecanismo, mas utilizam pequenas turbinas eólicas em suas propriedades. É o caso de 16 empresas no Ceará e duas no Rio Grande do Norte. Daniel Vieira, especialista em regulação da Aneel, disse que “por se tratar de regras relativamente novas, a implementação de sistemas de micro e minigeração ainda está em seu início”. Ele avalia que o número de consumidores que optam por instalar esse tipo de geração tem crescido rapidamente. De acordo com ele, ainda neste semestre será instaurada uma audiência pública para se avaliar como a resolução tem sido aplicada. Portanto, é hora da sociedade participar das decisões.

O Poder Público dá mesmo sinais de que não está surdo em relação às críticas. O próprio ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, garantiu no dia 4 de março na Câmara dos Deputados que painéis fotovoltaicos ganharão isenção de PIS e Confins ainda este ano. Novas regras de cobrança de ICMS sobre a energia solar devem ser adotadas pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A pedido do governo federal, o órgão estuda mudar a base de cálculo do imposto, que passaria a incidir somente sobre a diferença entre a energia fornecida pelo sistema e a devolvida a partir da geração local, reduzindo a conta do consumidor. Caso as medidas venham a ser postas em vigor realmente, podem impulsionar não só a microgeração como as usinas de painéis solares. O advogado Luiz Gustavo Bezerra, do escritório Motta, Fernandes Rocha Advogados e professor da FGV Direito Rio, explica que quem pretende instalar painéis fotovoltaicos em casa e receber sua compensação deve procurar sua respectiva distribuidora de energia para tratar das regras. Segundo ele, nem sempre é fácil entender os mecanismos financeiros de abatimento, por conta das complexas questões tributárias. Os cálculos variam de acordo com cada região, mas as empresas concessionárias estariam interessadas em diminuir a burocracia. De acordo com ele, empresas podem procurar abater o resultado de sua microgeração de um imóvel em outra conta com o mesmo CNPJ. Portanto, as facilidades estão aumentando e em alguns anos a produção de energia renovável, segura e bem distribuída, pode deixar de ser apenas uma cobrança dos estudiosos.

Acompanhe aqui a próxima reportagem da série Crise Energética: soluções para geração, segurança e eficiência, do Ambiente Energia que abordará as vantagens da Cogeração. O instrumento é vantajoso para as empresas e pode aliviar o Sistema Integrado Nacional.

Fonte: Ambiente Energia

Polaris - uma das maiores empresas de energia renovável chega ao Brasil

Publicado sexta-feira, 20 de março de 2015

sexta-feira, 20 de março de 2015

A primeira fábrica na América Latina vai ser instalada em um terreno doado pela prefeitura de Rio Pardo/RS e vai produzir equipamentos de pequeno e médio porte.




O CEO da Polaris, uma das maiores empresas de energia renovável do mundo para pequena e média potência, Christopher Filos, esteve em Porto Alegre(RS) para dar início às operações da empresa no país, que ocorrerá mediante joint venture com a empresa gaúcha Synergy. O executivo gaúcho Sebastian Watenberg, vice-presidente da Polaris para a América Latina, está conduzindo o processo de instalação da empresa, na cidade de Rio Pardo(RS), no segundo semestre de 2016. 

Em 12 meses, a empresa tem a possibilidade de instalar 24MW de potência, que equivale ao consumo de energia de 35 mil pessoas. De acordo com Watenberg, a Polaris pode solucionar problemas pontuais das distribuidoras de energia, em regiões nas quais o investimento necessário para aumento da demanda atendida não tem bom retorno financeiro pelos métodos tradicionais, bem como ajudar indústria e agricultores a diminuir seus gastos com energia elétrica. “O sistema atual, no qual a geração de energia fica limitada a poucos players está saturado e a geração distribuída pode ser facilmente acoplada à infra estrutura de transmissão existente, atenuando os problemas energéticos existentes e contribuindo para a manutenção do preço da energia para o consumidor”, destaca. 

Em negociação desde outubro de 2013, a fabricante de aerogeradores aguarda a liberação de licenças para dar início à obra no terreno doado pela prefeitura do município, às margens da BR-471. Pelo cronograma, o início da operação deve ocorrer no segundo semestre de 2016 e atender o mercado latino-americano, o único em que a Polaris ainda não atua. “O diferencial do nosso produto é o tamanho das torres, que chegam, no máximo à 50m, com diâmetro de hélices de 30m”, revela Watenberg.

Fonte: Portal Fator Brasil

ONS rebaixa projeção de consumo de energia em 2015

Publicado quinta-feira, 19 de março de 2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

Diretor-geral da entidade, Hermes Chipp, diz que governo reviu de 3,2% para 0,8% a expectativa de crescimento do consumo de energia no país este ano



O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, informou, nesta quinta-feira, que o governo reviu de 3,2% para 0,8% a expectativa de crescimento do consumo de energia no país em 2015, em relação ao ano passado. A desaceleração do crescimento está diretamente relacionada ao ritmo da economia e, segundo Chipp, vai ajudar na gestão do sistema elétrico em um momento de baixa dos reservatórios das hidrelétricas.

Chipp disse também que "a geração de térmicas é vital" para o sistema elétrico nacional sair do estado crítico no qual se encontra desde 2013. Ele disse ainda que a tendência é que as térmicas, no curto e médio prazo, passem a contribuir mais para a produção de energia do que as hidrelétricas.

Ainda de acordo com o ONS, se durante o período seco (de maio a novembro), as chuvas no Sudeste alcançarem 70% da média histórica, no início do próximo período chuvoso, os reservatórios estarão em um nível de 10%. Em março, o nível dos reservatórios hidrelétricos da Região Sudeste ficou em cerca de 80% da média histórica.

As declarações foram dadas por Chipp nesta manhã, durante evento promovido pelo Centro de Treinamento e Estudos em Energia, no Rio de Janeiro.

Fonte: Estadão

Tesla deve lançar em 3 meses Modelo S que dispensa uso das mãos

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A fabricante de carros elétricos Tesla Motors planeja lançar em cerca de três meses um sedã Model S que dispensa o uso das mãos para dirigir, disse nesta quinta-feira o presidente-executivo da companhia, Elon Musk.

O recurso de direção automática, que ficará disponível apenas para condução na estrada, integra atualizações de software gratuitas para donos do modelo S, disse Musk.

A Tesla está entre os vários fabricantes de automóveis, incluindo BMW, e Daimler, da Mercedes-Benz, a oferecer atualizações.

A fabricante também vai lançar um novo recurso para alertar motoristas antes de acabar a energia da bateria. O recurso será empacotado com um planejador de viagem que irá ajudar os proprietários a mapear melhores rotas de viagem, disse Musk.

Um dos recursos a serem entregues ainda este ano permitirá aos donos comandarem seu carro remotamente a partir da garagem.

Veja no vídeo:



Fonte: Thomson Reuters

Novo empréstimo de R$ 3,4 bi a distribuidoras sai até dia 30, diz CCEE

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Recursos serão direcionados à cobertura de custos com a compra de energia no curto prazo

SÃO PAULO (Reuters) - Um novo empréstimo bancário para distribuidoras cobrirem custos com compra de energia no mercado de curto prazo deve ser fechado até 30 de março, informou nesta quarta-feira a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE).

O órgão privado, responsável por liquidar operações feitas no mercado de curto prazo de eletricidade, convocou para a próxima quarta-feira (25) uma assembleia geral dos associados para deliberar sobre o novo empréstimo no valor de 3,4 bilhões de reais, disse à Reuters o presidente do conselho da CCEE, Luiz Eduardo Barata.

"O prazo está apertado, mas pretendemos fechar até dia 30", disse Barata às margens de um evento do setor promovido pela CPFL.

A reunião foi convocada após o acerto do governo federal com o grupo de bancos que participaram de dois outros empréstimos ao setor para prolongar o prazo de 24 para 54 meses, disse Barata. Esse é período que as distribuidoras terão para repassar a conta aos consumidores. Os bancos já emprestaram um total de 17,8 bilhões de reais às distribuidoras desde o ano passado.

Nas duas primeiras tranches, a taxa de juros para os empréstimos tinha sido fixada entre em CDI mais uma faixa de 1,9 a 2,35 por cento ao ano.

De acordo com Barata, em princípio, as mesmas 13 instituições financeiras que participaram do primeiro pool de empréstimo devem integrar a nova transação, mas "um ou outro" banco pode sair.

BTG Pactual, Santander Brasil, Banco Safra e Bradesco atuarão como garantidores, mas esse grupo não está fechado e pode ter mais integrantes, disse o executivo.

O novo empréstimo servirá para a quitação das operações de novembro e dezembro do ano passado promovidas pelas distribuidoras no mercado de curto prazo. Originalmente, o prazo vencia entre janeiro e fevereiro deste ano, mas acabou sendo adiado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para dar tempo para que o governo federal consiga concluir negociação com bancos.

Fonte: Reuters

Abradee diz que empréstimo de R$ 3,1 bilhões a distribuidoras está definido

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O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, afirmou nesta quarta-feira, 18, que o terceiro empréstimo bancário negociado para atender às necessidades das distribuidoras de energia já está definido. A operação de R$ 3,1 bilhões depende apenas de uma ratificação, que deve ocorrer em assembleia da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) a ser realizada no próximo dia 25 de março. O presidente da Abradee participa hoje do seminário "A Energia na Cidade do Futuro - Visão 2030", promovido pela CPFL Energia.

Além das condições do novo empréstimo, deve ser definido o alongamento do prazo para a devolução do montante, de 24 para 54 meses. "Com isso haverá redução do impacto tarifário", explica Leite. Com o prazo expandido, a incorporação de recursos adicionais à tarifa das distribuidoras ocorrerá em quatro anos e meio, e não mais em dois anos como havia sido negociado anteriormente.

Além dos R$ 3,1 bilhões referentes a essa terceira tranche dos empréstimos bancários ao setor elétrico, as distribuidoras já contraíram R$ 17,8 bilhões em empréstimos costurados pelo governo federal com bancos ainda em 2014.

Os recursos são utilizados para que as empresas do setor de distribuição que ficaram expostas ao mercado de curto prazo no ano passado tenham recursos para honrar os compromissos no período anterior à adoção do reajuste anual tarifário de cada empresa. O montante de R$ 3,1 bilhões equivale às despesas das distribuidoras com operações realizadas entre os meses de novembro e dezembro de 2014.

Renovação das concessões
Leite também afirmou que a qualidade do serviço prestado e o plano de investimentos das empresas devem ser dois fatores determinantes no processo de renovação das concessões das distribuidoras de energia. Por isso, ele destaca que a saúde financeira das concessionárias e a sustentabilidade do negócio de distribuição devem ser analisados pelo governo federal.

"Incluímos em um documento enviado ao Ministério de Minas e Energia algumas sugestões, e acreditamos que a questão da qualidade (do serviço) passa por uma boa saúde financeira de distribuidoras. Afinal, para que tenhamos qualidade, é necessário que haja um plano de investimentos e modernização de ativos", destacou Leite.

A sustentabilidade do negócio de distribuição, ressalta Leite, passa pelo processo de revisão tarifária das empresas. Neste ano, por exemplo, a revisão tarifária deve alterar as premissas de rentabilidade das operações da AES Eletropaulo, distribuidora de energia que atende a capital paulista e a região Metropolitana de São Paulo.

Leite também comentou hoje sobre a possibilidade de o governo propor uma outorga no processo de renovação das concessões. A alternativa, contudo, é vista com ressalvas pela Abradee. "Acho muito difícil que haja uma renovação onerosa, porque isso teria que ir para a tarifa", alertou. O modelo do sistema elétrico brasileiro prevê que o aumento de custos das empresas de distribuição seja repassado para as tarifas. Por isso, um eventual pagamento de outorga recairia, futuramente, nas tarifas dos consumidores.

Fonte: Estadão

Multa por apagão

Publicado quarta-feira, 18 de março de 2015

quarta-feira, 18 de março de 2015

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) foi multado em R$ 527 mil pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em razão do mau desempenho da autarquia em 4 e 19 de outubro de 2012, quando Brasília sofreu dois apagões. O processo se arrasta desde então porque o ONS havia impetrado um recurso administrativo. Ontem, contudo, a agência reguladora entendeu que não há erro na aplicação da penalidade e manteve a multa.

O diretor de Operação do ONS, Ronaldo Schuck, presente na reunião de diretoria da Aneel, defendeu que o órgão agiu cortando o fornecimento por causa de uma sobretensão no sistema na área de Brasília. E apresentou elementos para sustentar que a ação foi no sentido de minimizar os efeitos.

Segundo a defesa, “não houve falta de desempenho das Unidades Ininterruptas de Alimentação de Energia (UPS, Uninterruptible Power Supply na sigla em inglês, conhecidos como ‘no break’), posto que atuaram de acordo com suas especificações técnicas”. O ONS pediu o cancelamento da multa, a conversão da penalidade em advertência ou a redução do valor. “A ocorrência afetou os equipamentos de transmissão. Mas a fiscalização da Aneel achou que agimos errado”, afirmou Schuck.

O laudo da Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade (SFE) da Aneel aponta o descumprimento de regra, referente à perda das cargas essenciais, inclusive da supervisão e da telecomunicação, recursos básicos para operação em tempo real, provocada por desempenho inadequado das UPS e falha para transferir as cargas essenciais.

“Consta dos autos que, após o desligamento geral da transformação da Subestação Brasília Sul e a interrupção de cargas na Companhia Energética de Brasília (CEB) e na Companhia de Energia Elétrica de Goiás (CELG), houve sobretensão no sistema, causando seu desligamento”, disse a Aneel, em nota técnica. A agência ressaltou que o fato de o ONS ter providenciado a substituição das UPS posteriormente “é louvável, mas não descaracteriza a infração”.

Risco de colapso energético no DF

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Relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal alerta que a dívida da CEB e o sucateamento da rede podem resultar em racionamento e até desabastecimento do serviço. Projeções apontam que, em 2024, os débitos da companhia chegarão a R$ 2,95 bilhões


Uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) alertou que a falta de investimentos na Companhia Energética de Brasília (CEB) nos últimos anos pode causar o colapso do sistema de fornecimento de energia elétrica. O relatório aponta que o sucateamento da rede de distribuição e a volumosa dívida da empresa podem acarretar problemas como racionamento e até desabastecimento do serviço, “trazendo graves consequências para a economia, a segurança e o bem-estar da população do Distrito Federal”, conclui o documento. (veja fac-símile). A diretoria da CEB discorda e afirma que os problemas ocasionados pela falta de manutenção e expansão do sistema geram, apenas, interrupções localizadas e temporárias de energia, não havendo, assim, relação com racionamento ou desabastecimento.

A projeção do tribunal é que, se o cenário continuar como está, de aumento da dívida e baixa capacidade de geração de caixa, a empresa pode quebrar daqui a nove anos, em 2024, uma vez que, mesmo vendendo todos os ativos da companhia, ela ainda ficaria devendo seus credores. Segundo o cenário previsto pelo TCDF, em 2024, o capital próprio da CEB será de R$ 30 milhões negativos, enquanto a dívida ultrapassará os R$ 2,95 bilhões. Em uma hipótese mais otimista, com aumento do caixa e redução da dívida, o capital próprio da CEB será de R$ 1,7 bilhão e o de terceiros, R$ 1,16 bilhão.

Segundo dados da CEB, a empresa apresenta deficit de R$ 1,78 bilhão de ativos, sendo R$ 1,5 bilhão de obrigações e de recursos de terceiros, isto é, dinheiro comprometido com empréstimos. Desses, R$ 850 milhões são débitos que vencem a curto prazo. “O relatório é importante para a gente conhecer a história e não repetir os mesmos equívocos”, afirma Francisco Aurélio Sampaio Santiago, diretor-presidente da CEB Holding.

O documento do TCDF mostrou que, de 2010 a 2012, a CEB investiu R$ 520,2 milhões, recursos que não acompanharam o aumento de demanda. Em seis anos, a quantidade de unidades consumidoras cresceu 16,2% e em 2013 totalizava mais de 920 mil. Com isso, algumas operações que a empresa previa que seriam suficientes não supriram a necessidade elétrica local. Por exemplo, a companhia construiu uma subestação em Samambaia prevendo o abastecimento da cidade e de parte de Taguatinga. Porém, quando a subestação entrou em operação, dava para fornecer energia somente para Samambaia por conta do crescimento da cidade.


O TCDF trouxe também dados da qualidade do serviço oferecido aos consumidores. A CEB não cumpriu os indicadores mínimos exigidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em 2013, por exemplo, a empresa ultrapassou em quase seis horas o estabelecido pela agência. Os brasilienses ficaram 17,73 horas sem energia, enquanto o limite previsto era de 11,76 horas. O mesmo ocorreu com a frequência. A Aneel estabeleceu o limite de 11,25 interrupções para 2013, o registrado foi 15,72 (veja gráficos).

Por causa do baixo desempenho da CEB, estando entre as 16 piores operadoras de energia elétrica do país, a Aneel exigiu da distribuidora um plano de resultados, que deve ser apresentado no próximo 12 de abril. Nesse documento, deve constar um diagnóstico preciso da realidade da empresa, ações para sanar os problemas, resultados esperados e tempo de execução. “O plano para a Aneel é uma oportunidade para a companhia. Vamos ter um acompanhamento trimestral, com prazos e resultados. Além disso, vamos descobrir os responsáveis pelo estado que a empresa se encontra, com CPF e tudo, para podermos cobrar dessas pessoas”, afirma Santiago. O diretor-presidente ressalta ainda que vai focar no cliente e nos resultados para melhorar a distribuidora.

Prejuízo
Enquanto a CEB passa por um delicado momento, os consumidores sentem no dia a dia as dificuldades e os prejuízos causados pela má prestação do serviço. Segundo a CEB, em 2014, foram 351.900 reclamações, dessas, 343 mil eram relativas à interrupção do serviço. A cabeleireira Aigleny Correia de Oliveira (foto), 40 anos, tem um salão de beleza e, quando acaba a energia no estabelecimento, não conta com outra opção a não ser dispensar as clientes e contabilizar o prejuízo. “A gente precisa de energia para tudo: lavar o cabelo da cliente com água quente, usar o secador e a chapinha, ligar a autoclave que faz a esterilização dos instrumentos da manicure. Até mesmo a agenda está no computador e os pagamentos são na máquina de cartão”, afirma.



Leonardo Boccucci (foto), 37, tem uma lanchonete. Ele conta que no ano passado escreveu um desabafo em uma rede social contando as dificuldades com o serviço de energia. Segundo o empresário, o horário de funcionamento da lanchonete é das 10h às 22h, mas, quando falta eletricidade, precisa fechar as portas às 19h. “Essa situação é muito ruim para o comerciante. Imagine, eu fecho as portas na hora em que o meu movimento é mais forte.” Por conta das oscilações no serviço, Boccucci perdeu quatro computadores e trocou três placas das geladeiras.



A tatuadora Aninha Silveira (foto), 30, não consegue trabalhar sem energia, já que precisa da luz e de que a máquina para tatuar esteja ligada. “Uma vez, até tentei colocar um piercing com a luz do celular da cliente. Mas não dá para ficar sem energia.”

Fonte: Correio Braziliense

Aneel propõe remuneração por megawatt/hora gerado por grandes consumidores

Publicado terça-feira, 17 de março de 2015

terça-feira, 17 de março de 2015

Aneel propõe valor de R$ 1.420/MWh para energia própria a diesel e de R$ 792,49/MWh para gás. Para demais fontes, vale o teto do PLD, de R$ 388,48 MWh. Proposta regulamenta a Portaria 44, do MME. A proposta da Aneel ficará em audiência pública entre os dias 18 e 27 deste mês


A Agência Nacional de Energia Elétrica definiu o valor de R$ 1.420/MWh para a energia produzida por consumidores com geração própria a diesel; de R$ 792,49/MWh para a geração a gás natural e R$ 388,48/MWh, que é teto do Preço de Liquidação das Diferenças, para as demais fontes. A proposta da Aneel para a contratação de geração própria de unidade consumidora, prevista na Portaria 44, do Ministério de Minas e Energia, entrará em audiência pública nesta quarta-feira, 18 de março, e ficará disponível para contribuições até o próximo dia 27.

No caso do gás e do diesel, o valor a ser pago ao consumidor pela distribuidora considera o custo do combustível, o de operação e manutenção e a receita fixa. Foram definidos três tipos de contrato de adesão: geração de consumidor cativo sem injeção de energia na rede de distribuição; geração própria de consumidor livre também sem injetar energia na rede; e geração com venda do excedente para a distribuidora.

As concessionárias de distribuição deverão abrir chamada pública para a adesão dos interessados, que podem ser, por exemplo, estabelecimentos comerciais como supermercados e shopping centers, que têm geradores de energia. No processo, ela deverá informar de forma transparente a esses consumidores sobre o custo da tributação federal e estadual incidente sobre a venda dos excedentes de geração, com alíquotas e valores correspondentes.

A regulamentação sugerida adotou como premissas que o valor ofertado deve cobrir o custo de geração e ser suficientemente atrativo para os agentes que se dispuserem a gerar energia por um período maior e fora do horário de ponta. O incentivo não deve resultar em exposições positivas para o consumidor, nem deve alterar o mercado faturado de energia elétrica das distribuidoras, para não haver desequilíbrio econômico-financeiro.

No caso de consumidor livre, a regra prevê que não deverá ser exigido o mesmo padrão de medição da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. A distribuidora é que vai fornecer os dados mensais de medição da geração para que a CCEE possa fazer a contabilização do que foi injetado na rede. Uma das exigências técnicas para que isso seja feito é que o medidor conectado à rede de distribuição seja bidirecional, o que vai permitir tanto o uso de energia da concessionária quanto a geração na rede.

Caso haja crédito em favor do consumidor, ele deverá ser pago pela distribuidora em moeda corrente. O ressarcimento à concessionária de distribuição será feito por meio do Encargo de Serviços do Sistema por Segurança Energética, pago por todos os consumidores do Sistema Interligado.

O relator do processo na Aneel, José Jurhosa, explicou que o contrato de adesão vai valer para a geração própria até o fim do ano. "Isso estimula novos consumidores também. E shoppings, em alguns casos, que só geram em alguns momentos, isso pode estimular se eles verem que seria viável fazer uma geração de energia por um tempo maior", destacou.

Para o diretor Tiago Correia, a medida pode também servir como um estímulo para a mini e micro geração distribuída, que já foi regulmentada pela agência, mas ainda precisa de incentivos para ser implantada em grande escala. Correia lembrou que existe um esforço do governo e da Aneel para negociar com os estados a remoção de entraves a esse tipo de geração. "Imagino que 2015 é o ano em que isso vai deslanchar", apontou.

Fonte: Reuters

Especialistas propõem novo modelo para o setor elétrico

Publicado segunda-feira, 16 de março de 2015

segunda-feira, 16 de março de 2015

É comum culparem a natureza pela atual crise energética que passa o País. De fato, a estiagem prolongada atinge diretamente a produção da principal matriz brasileira, que é a hídrica. No entanto, mirar apenas no céu para tentar explicar o quadro só ajuda a encobrir os problemas que ocorrem em terra firme. Especialistas alertam para a necessidade de novos rumos para o planejamento do setor e mudanças na mentalidade de consumo e geração. A maior diversificação da matriz energética é um exemplo de um conselho que, se tivesse sido seguido pelas autoridades há alguns anos, deixaria hoje o Brasil numa situação de maior segurança energética. A própria geração hidrelétrica segue um modelo que também precisa ser reformulado, segundo especialistas que se dedicam a estudar o tema. Por outro lado, o risco de racionamento poderia ser algo descartado, se houvesse maior combate ao desperdício.

Erik Rego, diretor executivo da consultoria Excelência Energética, propõe uma mudança conceitual. Para ele, o atual modelo do setor elétrico tem como principal erro “precificar” pura e simplesmente o kWh, sem levar em consideração a capacidade no fornecimento e os prazos de conclusão de usinas e redes de transmissão. Sem contar que, mesmo quando a geração é mais barata, a distância entre as vazantes das represas e os polos de consumo muitas vezes pode elevar o custo final. Um exemplo dessa distorção está na supremacia alcançada pela Eletrobrás nos leilões de linhas transmissoras, sem que a estatal tivesse real capacidade de entregar no prazo as instalações. O descompasso ficou claro quando parques eólicos do Nordeste e a hidrelétrica de Teles Pires (MT) ficaram prontos sem a necessária ligação com o sistema. “Temos que adequar o planejamento de acordo com a realidade. Não adianta o setor estatal ganhar os leilões com preço menor, se não tem condições de cumprir os prazos. No final, acaba saindo mais caro”, argumenta Rego. Ele também critica a ênfase dada à construção de grandes usinas na Amazônia, que acarretam fortes impactos ambientais e a instalação de redes extensas para transportar energia para o Sudeste. “Escolhemos um modelo de concentração de riscos”, afirma o especialista.

A lógica até parece simples. Se a Amazônia concentra a maior parte da água doce do território brasileiro, logo é para lá que devem se destinar os projetos de geração hídrica. Mas na prática o silogismo é falho. O primeiro entrave está nos conflitos provocados com as populações amazônicas. Belo Monte, no Pará, acabou virando um ícone desses problemas, ao mobilizar até a classe artística contra o projeto. Roberto D’Araújo, diretor do Instituto Ilumina, acredita que a construção de usinas menores e mais próximas dos centros de consumo traria maior racionalidade ao sistema. O especialista elenca uma série de vantagens para esses projetos no tocante à aceitação pelas comunidades de seus entornos. O uso dos reservatórios para pesca, transporte ou lazer são algumas delas. Ele também defende uma participação maior das usinas eólicas e da microgeração solar na matriz brasileira. “O preço da energia eólica cairia se o Brasil também produzisse a parte eletrônica das torres e não somente suas pás. Por outro lado, temos que dar subsídios para as pessoas instalarem painéis fotovoltaicos nos telhados”, aconselha o especialista.

Se a crise aumenta o calor da discussão, também favorece um maior entendimento entre governo e sociedade. Pelo menos é o que garante o presidente da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia (Abrate), Mário Dias Miranda. De acordo com ele, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está mais “sensibilizada” e buscando avanços para evitar fracassos em leilões e atrasos na conclusão das linhas transmissoras. Miranda diz que as empresas têm se queixado da demora na concessão de licenciamento ambiental das instalações que atravessam diferentes estados e que caberia à esfera federal. O setor também procura um alinhamento entre os editais de leilão e as condições de financiamento. “É preciso atuar na causa e não no efeito. Defendemos uma maior sincronia entre os leilões de geração e de transmissão e maior atenção às mudanças de conjuntura. Os leilões têm que refletir as condições da conjuntura econômica, como a taxa Selic e a margem de participação do BNDES nos financiamentos”, afirma Miranda. Segundo ele, as empresas do setor garantem índice de disponibilidade de quase 99,94%, apesar de 48% dos equipamentos estarem com a vida útil vencida. O monitoramento constante de linhas e transformadores garantiriam a segurança desse sistema, mas não elimina a necessidade de fortes investimentos daqui para frente.

Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, um erro grave cometido pelo governo na condução da política energética foi a edição da Medida Provisória 579, em 2012. Na época, as contas dos consumidores residenciais caíram quase 20%, o que levou parte da população a se exceder no consumo. Se praticar tarifas mais realistas pode frear esse desperdício, os aumentos elevados que estão sendo previstos tenderiam, segundo ele, a estimular outro fator de risco para o sistema. “Pode ocorrer um aumento da inadimplência e do furto de energia”, alerta Pires. “Temos que buscar um novo modelo que não deixe de lado a segurança de abastecimento”. Em suma, o que está em jogo, segundo os especialistas, não é apenas a capacidade de o País gerar quantidade maior de energia. Um novo modelo precisa ser alinhavado para se garantir a segurança e a estabilidade do sistema.

Fonte: Ambiente Energia | Abrapch

Reservatórios do Sudeste/ Centro-Oeste continuam subindo e chegam a 23,5%

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De acordo com ONS, Nordeste registra volume de 20%




Os reservatórios do submercado Sudeste / Centro-Oeste continuaram com a tendência de subida e terminaram o último domingo, 15 de março, operando com 23,5% da sua capacidade. Os dados são do Operador Nacional do Sistema. Desde a última sexta-feira, 13 de março, os níveis aumentaram 1%. A energia armazenada na região é de 48.156 MW mês e a energia natural afluente é de 45.342 MW med, que equivale a 67% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Furnas opera com 15,62% e a de Nova Ponte, com 15,89%.

No Nordeste, houve aumento de 0,1% e os reservatórios chegaram a 20%. A energia armazenada é de 10.361 MW mês e a ENA é de 4.469 MW med, o mesmo que 33% da MLT. A usina de Sobradinho opera com 17,62%. No Sul, os níveis caíram 0,1% e registram volume de 47,3%. A energia armazenada é de 9.407 MW mês e a ENA é de 7.353 MW med, que corresponde a 128% da MLT. A usina de Passo Real está com 38,56% da sua capacidade.

Na região Norte, houve aumento de 0,7% na comparação com o dia anterior, que deixou os reservatórios com 45,6%. A energia armazenada na região é de 6.758 MW mês e a ENA é de 8.839 MW med. Esse valor equivale a 58% da MLT armazenável no mês até o dia. A usina de Tucuruí está com 47,9% da sua capacidade.

Fonte: Canal Energia

Varejo de materiais de construção tem estabilidade nas vendas no 1º bimestre

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Apesar do cenário atual de crise, as lojas de materiais de construção mantiveram nos dois primeiros meses deste ano o mesmo nível de vendas de janeiro e fevereiro de 2014, segundo estudo da Anamaco (associação da área).

"Se levarmos em consideração as dificuldades de outros setores e também o fato de que fevereiro deste ano teve menos dias úteis por causa do Carnaval, foi um bom desempenho", diz o presidente, Cláudio Conz.


A venda de cimento foi a que mais cresceu no bimestre (4,5%), seguida por louças e metais sanitários (4%), tintas (3%) e revestimentos cerâmicos (2,5%).

Os negócios também foram impulsionados pela comercialização de itens hidráulicos e elétricos, por causa da crise de abastecimento de água e do aumento do preço da energia. "As caixas d'água despareceram dos estoques."

Em 2014, as vendas subiram 2,8%, o pior desempenho desde 2004. A projeção para 2015 é de elevação de 6%.

Um dos motivos para o otimismo é que o setor avalia que alguns segmentos, como o de turismo, concorrem diretamente por espaço no orçamento do consumidor.

Varejo de materiais de construção tem estabilidade nas vendas no 1º bimestre

"Com o dólar mais caro, muitas famílias podem deixar de viajar e priorizar uma reforma na casa que vinha sendo adiada", diz Conz.

Mesmo a desaceleração da construção civil não é vista como um entrave maior. "As construtoras compram direto da indústria, vendemos para o consumidor final."

Fonte: Folhapress

Siemens anuncia investimento de US$ 4,2 bilhões em energia no Egito

Publicado sábado, 14 de março de 2015

sábado, 14 de março de 2015

Campo eólico no deserto egípcio em Zafarana. (foto: windpowerworks)


A alemã Siemens informou neste sábado que chegou a acordo com o governo egípcio para a construção de uma usina eólica de 4,4 gigawatt para ajudar a aumentar a capacidade de geração de energia do Egito por no máximo um terceiro em 2020.

A companhia informou que os contratos têm um valor de 4 bilhões de euros (US$ 4,2 bilhões).

A Siemens vai construir uma fábrica no Egito para a fabricação de pás de rotor para turbinas eólicas, criando até mil postos de trabalho, e vai propor a construção de usinas adicionais e 10 subestações, conforme os acordos assinados na Conferência de Desenvolvimento Econômico Egito.

Se todos os acordos entrarem em vigor, o valor do investimento vai aumentar para cerca de 10 bilhões de euros, disse a empresa.

fonte: Dow Jones Newswires

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ONS prevê mais chuvas para o mês

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Usina de Três Marias opera com volume de 20,32%, pela primeira vez no ano

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) voltou a elevar a previsão para o nível dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras. No relatório divulgado ontem, a expectativa é de que a reserva das usinas das região Sudeste e Centro-Oeste atinjam a capacidade média entre 26,4%, no cenário pessimista, e 31,7%, no otimista. As regiões são responsáveis por 70% da energia produzida no país. Isso ocorreu diante de uma melhora nas previsões de chuvas sobre a área neste mês para entre 72% e 93% da média história de março. Uma semana antes, previa-se um volume de água entre 63% e 88%.

No documento, a ONS estima que o crescimento anual da carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) em março caiu de 2,9% para 2,4%, apesar de o mês neste ano ter mais dias úteis que em 2014. A revisão inclui uma expectativa de expansão de apenas 0,8% na carga do Sudeste no período por causa do fraco nível de atividade do setor industrial.

Caso se confirme a previsão mais otimista para o armazenamento nas hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste, as usinas entram na margem de segurança considerada pelo governo como necessária para evitar um racionamento no país em 2015. Em novembro, o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, disse que o atendimento à demanda por energia no Brasil este ano estaria garantido se as represas das duas regiões chegassem no fim de abril com nível médio entre 30% e 35%. Diante deste quadro, fontes do governo afirmam que estão perto de poder dizer que o Brasil está livre do racionamento.

Para consultores independentes, no entanto, há um excesso de otimismo governamental. Segundo Carlos Mello, a Thymos Consultoria, a Região Sudeste teria que registrar chuva, em abril, de 90% da média para atingir 33% do nível dos reservatórios. Volume considerado pela ONS como ponto a partir do qual seria possível atravessar o período seco e chegar ao fim do ano com, pelo menos, 10% dos reservatórios.

Minas Gerais
Depois de um ano operando com menos de 20% da capacidade, um dos principais reservatórios da região, o de Três Marias, no Rio São Francisco, em Minas Gerais, alcançou esta semana 20,32% de volume útil, graças às chuvas de março. Apesar de ser vista como um bom sinal para 2015, especialistas apontam que o volume de Três Marias ainda está aquém do ideal, assim como o de outras grandes hidrelétricas do país. A previsão da Cemig, concessionária da usina, é de que até o fim desta estação chuvosa, a armazenagem ultrapasse 30%.

A hidrelétrica tem capacidade de geração de 396 megawatts, mas está produzindo apenas 27 megawatts (de uma turbina). “Em questão de energia, ela não está representando nada para o que o Brasil precisaria agora”, aponta o gerente de planejamento da Cemig, Marcelo de Deus Melo. Outra usina que sofreu com a estiagem em Minas, a Camargos, está, segundo dados da Cemig, com 40,5% do volume útil, sendo que no mesmo período do ano passado, tinha 19,89%.

Racionamento
O especialista Carlos Mello, da Thymos Consultoria, considera que, sob o ponto de vista estritamente técnico, o racionamento de energia deveria ser adotado, e suge um corte de 20% no consumo a partir de junho para o país garantir o abastecimento. “Só dá para descartar o racionamento se chover naquelas proporções bíblicas, da época da Arca de Noé.”

Fonte: CB

Entidades entregam ao governo carta pela universalização do acesso à internet

Publicado sexta-feira, 13 de março de 2015

sexta-feira, 13 de março de 2015

A Proteste Associação de Consumidores e cerca de 60 entidades que participam da campanha Banda Larga é um Direito Seu apresentaram nesta quinta-feira (12) ao Ministério das Comunicações propostas para universalizar o acesso à internet. O documento, que foi entregue ao secretário-executivo do Ministério, Luiz Azevedo, abrange os principais pontos da campanha, que tem como objetivo combater o preço elevado, a lentidão e o pouco alcance do serviço e cobra do governo medidas para efetivar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Entre as propostas apresentadas para garantir o acesso à banda larga a todos, estão a oferta do serviço em regime público, especialmente no atacado, e a garantia da utilização dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) só em investimentos de infraestrutura para cumprimento de metas de universalização e a serviços prestados em regime público, além da revisão quinquenal dos contratos de concessão da telefonia fixa para garantir os princípios de universalização e modicidade.

Outra proposta apresentada é a de recuperar o papel da Telebras como instrumento público fundamental para a condução de políticas públicas que tenham o objetivo de garantir a universalização do acesso à banda larga. “Este papel deve se dar tanto no âmbito do mercado, atuando na última milha em parceria com pequenos e médios provedores, comerciais e comunitários, para ofertar a conexão à banda larga onde a iniciativa privada não tenha interesse ou condições de fazê-lo, como também na construção e gestão da infraestrutura de rede para atender à crescente demanda de conexão em todo o país”.

A otimização do uso da infraestrutura e a integração das ações das esferas federal, estadual e municipal estão ainda na pauta das entidades.Também é necessário, segundo o grupo, fortalecer instrumentos de regulação e fiscalização com independência em relação ao mercado, participação social e atuação rápida e eficaz.

As entidades também querem que o governo elabore e implemente essas políticas com efetiva participação social. “É fundamental que a sociedade civil não empresarial seja integrada às discussões e possa acompanhar e influir de maneira incisiva nesse processo”, diz o documento apresentado. As entidades propuseram a realização de uma mesa de comunicação periódica entre sociedade civil, empresas e governo, que tenha tais políticas como objeto.

Fonte: EBC

Campanha de Uso Consciente de Energia

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Com o objetivo de mobilizar a população a adotar atitudes que evitem desperdícios de energia elétrica, o Governo Federal lançou, nesta quinta-feira, 12 de março, a Campanha de Uso Consciente de Energia - Use o bom senso.

Até o final do mês, dia 31, serão veiculadas, em âmbito nacional, peças de TV, rádio e internet com dicas de economia no uso dos principais aparelhos elétricos que mais consomem eletricidade, como chuveiro elétrico, ar condicionado, geladeira e ferro de passar.

A campanha mostra os benefícios individuais e coletivos do consumo consciente. Ilustra, com exemplos simples, como é possível gerenciar melhor o uso da energia elétrica no dia a dia das famílias. Além de economizar no valor da conta de luz, utilizar a eletricidade de forma eficiente e racional é importante para o consumidor e para toda a população. Com um orçamento total de R$ 12 milhões, a campanha tem como público alvo a sociedade em geral.

A família Luz foi escolhida para representar a iniciativa do Ministério de Minas e Energia de incentivar todas as famílias brasileiras a praticarem o consumo consciente.

Em suas histórias, a família dá dicas sobre os cinco eletrodomésticos que mais consomem energia: chuveiro elétrico, ar-condicionado, geladeira, ferro elétrico e secador de cabelo. Você pode acompanhá-los pela TV, pelo rádio ou na Internet, onde Gabi Luz, a filha mais nova, apresenta um blog de vídeo cheio de conteúdo em cinco episódios.

Assista aos cinco episódios do Vlog da Gabi Luz, comente, discuta com seus amigos e familiares sobre como é possível diminuir os gastos na conta de luz.

O importante é fazer com que todo mundo pense sobre o assunto de forma consciente para que juntos possamos melhorar nossa qualidade de vida e o futuro do país.

Confira a campanha e participe!.


Fonte: SIP/SECOM

Nível dos reservatórios de usinas hidrelétricas ainda preocupa

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Apesar das chuvas em fevereiro, a maioria dos reservatórios do país está com volume inferior ao registrado há um ano, situação que deve se agravar nos próximos meses, historicamente secos.

Dos 28 principais reservatórios, 17 estão com níveis de água inferiores aos de março de 2014, dez deles no Sudeste. Em nove, a água não ocupa nem 20% do volume máximo das represas.

Furnas, o maior da região Sudeste/Centro-Oeste, tinha na última terça-feira (10) só 13,96% de sua capacidade ocupada por água. Esse é um dos reservatórios que preocupam o governo, que tem feito a redistribuição de energia usando recursos gerados no Norte e no Sul para minimizar o impacto da seca.

Outros dois –Ilha Solteira e Três Irmãos– já operam abaixo do volume mínimo.


Editoria de Arte/Folhapress


A situação dos reservatórios é grave, na avaliação de especialistas, e o problema deve piorar em abril, quando termina o período chuvoso.

"Os reservatórios são uma poupança de água, e hoje estão vazios. Precisamos de fontes alternativas e, não fosse o baixo crescimento da indústria, já estaríamos num colapso", diz Jefferson Nascimento de Oliveira, docente do departamento de engenharia da Unesp de Ilha Solteira.

Para José Luz Silveira, da Unesp de Guaratinguetá, coordenador do laboratório de otimização de sistemas energéticos e de estudos de pesquisa em bioenergia, se as chuvas ficarem acima da média histórica ainda serão necessários dois anos para que as represas voltem ao normal.

"O governo não vai conseguir chuva para recuperar esse volume. Tem de investir imensamente em termelétrica, cujos prazos de construção e concepção são mais curtos. A energia vai ficar mais cara mas, se não fizer isso, não haverá água para gerar."

Cenários da Seca em Furnas

ALTERNATIVAS
Entre as alternativas citadas pelos especialistas para reduzir a dependência de hidrelétricas estão o uso de energia eólica e da gerada pela biomassa, a partir da cana-de-açúcar, além da proveniente de estações de tratamento de esgoto e aterros.

Para Oliveira, o governo tenta evitar o racionamento com medidas que não devem ser suficientes para evitar o agravamento da crise.

"A combinação de fatores, como importar mais energia e reduzir geração no país, pode elevar o nível de reservatórios, mas é preciso rezar para chover e contar com as condições meteorológicas."

Além do deficit hídrico e do risco de desabastecimento, a seca também gera prejuízos aos municípios banhados por represas de hidrelétricas.

Com as usinas gerando menos energia, o repasse referente ao ICMS cairá. Os municípios também perdem a compensação financeira recebida em virtude da área alagada para as represas.

PACOTE DE MEDIDAS
O governo federal aposta em um pacote de medidas para que o abastecimento energético não fique prejudicado nos meses secos –a partir de abril. Entre eles, uma campanha de estímulo à economia de energia.

A União criou um pacote que prevê a manutenção das termelétricas em sua disponibilidade máxima de operação, recolocou em funcionamento uma térmica em Uruguaiana (RS) no mês passado e avalia ampliar importações de energia de Uruguai e Argentina.

Para abastecer a térmica, o país está importando gás natural da África.

As medidas que estão sendo tomadas pelo governo têm como objetivo preservar os armazenamentos de reservatórios de hidrelétricas nas bacias dos rios Grande, Paranaíba e São Francisco –usinas de Furnas, Emborcação, Três Marias e Sobradinho.

Segundo a pasta, as regiões Norte e Sul do país, que têm armazenamento mais elevado, estão fornecendo energia às regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, que estão em pior situação, por meio do sistema interligado.

A exploração de recursos energéticos mais abundantes no Norte e no Sul permite "minimizar o impacto de armazenamentos mais reduzidos nesses reservatórios, mantendo-se a garantia do suprimento do país".

O ministério ainda diz que, só no final de abril, após o período úmido, haverá "avaliações mais conclusivas sobre as condições energéticas do sistema elétrico brasileiro".

Já a campanha de estímulo ao uso racional de energia é coordenada pela Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), com apoio do Ministério de Minas e Energia, deve ser divulgada a partir desta quinta-feira (12) e vai priorizar ações na TV.

Fonte: Folha de S.Paulo

Nova placa permite geração solar até em carros e fachadas de prédios

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A represa de uma hidrelétrica do grupo Votorantim vai se tornar parte de uma experiência energética ainda pouco conhecida. Painéis de energia solar serão lançados como boias sobre a lâmina d'água e conectados à usina.

A Votorantim espera, assim, aumentar sua capacidade de geração eletricidade sem nenhuma grande mudança estrutural da hidrelétrica. Em tempos de estiagem e represas com níveis baixíssimos de água, a ideia poderá representar uma revolução. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com um centro de pesquisas, o CSEM Brasil, que se dedica à produção de um novo tipo de painel de energia solar.

Um painel de plástico e muito mais leve que os convencionais. A Votorantim não é a única interessada nessa tecnologia. Pelo menos outros dois grandes grupos, a Fiat no Brasil e a Medabil ­ fabricante de estruturas metálicas para galpões ­ firmaram parcerias com o mesmo laboratório. O que as companhias buscam é também objeto de desejo de outras grandes corporações pelo mundo: novas formas de uso da energia solar.

Os pesquisadores do CSEM desenvolvem painéis fotovoltaicos orgânicos (OPV, na sigla em inglês). Trata­se de uma tecnologia ainda nascente que já é vista como a próxima geração dos painéis espelhados convencionais, grandes, pesados e feitos com silício. "Grandes empresas pelo mundo estão interessadas nessas células solares de terceira geração.

Isso está muito em voga", diz Neyde Yukie Murakami Iha, professora do Departamento de Química Fundamental do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP). A universidade já teve uma parceria com a Petrobras nessa área e chegou a negociar com a Eletropaulo um acordo ­ que acabou não prosperando. Neyde trabalha numa linha de pesquisa com um tipo de célula capaz de dar a um vidro ­ que recobre um edifício ou das janelas de um automóvel, por exemplo ­ a capacidade de gerar energia elétrica a partir da luz do sol.

"O mercado espera soluções para a oferta de energia", diz Bilibio, da Medabil Os pesquisadores do CSEM Brasil apostaram em outra variante. Aplicam camadas de uma combinação de células em pedaços de plástico PET flexível e leve que ganham a propriedade de transformar luz solar em energia elétrica. Pesquisas semelhantes com esse material estão sendo feitas na Alemanha e Japão, segundo o diretor­presidente do centro Tiago Maranhão. "Fazer esses painéis [maleáveis] não tem mistério.

A questão é produzir em escala, com eficiência e custo competitivo. E isso está no processo industrial que cada um guarda a sete chaves", diz Maranhão. Com uma equipe de 40 pessoas, entre eles cerca de 20 pós­doutores em áreas como engenharia, química e física, o CSEM Brasil é financiado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela gestora de investimentos FIR Capital, que tem uma história de apostas em negócios inovadores. Desde de 2006, foram investidos R$ 70 milhões no laboratório.

Os cientistas brasileiros e de outras doze nacionalidades, que trabalham em pesquisas em microssistemas cerâmicos e em eletrônica orgânica, chegaram a um produto que é uma faixa maleável, leve e transparente de plástico com 20 centímetros de largura. A partir de junho ou julho, uma empresa que surgiu dentro do centro de pesquisas, chamada Sun New, começa a produzir essas faixas com 50 centímetros de largura, o que facilitará a criação dos novos painéis em escala comercial, diz David Travesso Neto, da Fir Capital.

O que torna as células de terceira geração um atrativo é que elas permitem pensar em geração de energia fotovoltaica em virtualmente qualquer lugar que receba luz do sol. Na capota de um carro ou boiando numa represa, por exemplo. Numa barraca ou na cobertura de pontos de ônibus. "O projeto de pesquisa e desenvolvimento entre a Votorantim Energia e o CSEM é importante pelo diferencial de geração que apresenta.

Os painéis obtidos com essa tecnologia terão o peso muito reduzido e permitirão a instalação em praticamente qualquer local", informou a Votorantim Energia por meio de nota. A empresa acrescentou que as represas onde os novos painéis serão instalados serão definidos ao longo do projeto. Com a tecnologia atual, seria inconcebível para Votorantim usar seus lagos como base para uma usina fotovoltaica, cujas placas pesam cerca de 100 quilos.

Segundo Maranhão, um metro quadrado desses pedaços de plástico pode gerar entre 120 kilowatts e 150 kilowatts por hora, o que, segundo ele, é semelhante ao que se tem em painéis convencionais. Ele prefere não falar em termos de eficiência, um conceito mais difundido no setor que aponta o percentual de luz do sol que incide sobre a placa que é convertida em eletricidade.

As placas OPV do CSEM, assim como outras de terceira geração ainda em pesquisa, têm desvantagens quando comparadas aos módulos convencionais: preço e durabilidade são duas delas. Maranhão não revela quanto cada placa superleve que o CSEM está produzindo custará. Mas diz que o preço de uma placa convencional ainda é muito mais baixo. Quanto à resistência, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) diz que um módulo de silício dura 25 anos, muito mais do que um de terceira geração, ainda não testado por tanto tempo.

O diretor­executivo da entidade, Rodrigo Sauaia, diz, no entanto, que vê nas novas tecnologias de terceira geração uma mudança­chave para dar aplicações mais variadas à energia solar. Segundo ele, a tecnologia com silício representa hoje mais ou menos 85% da geração de energia fotovoltaica no mundo. Outras duas tecnologias, de segunda geração, que não usam silício ocupam quase todo o resto do mercado mundial.

A terceira geração ainda fica com 1% a 2%, diz Sauaia. No Brasil, movido sobretudo à geração hidrelétrica e térmica, a energia a solar responde atualmente por uma fatia insignificante, de 0,01%, ou 15,2 MW de potência fiscalizada, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). César Bilibio, presidente da Medabil, empresa especializada em estruturas metálicas que se apresenta como líder no segmento em toda a América Latina, encontrou nas novas formas de produção de energia fotovoltaica uma oportunidade de negócio.

E assim como Votorantim e Fiat, a companhia do Rio Grande do Sul firmou uma parceria com o centro de pesquisa. O produto que está em fase de concepção para a construtora é de uma telha metálica ­ recoberta pelo OPV ­ que gere energia. "Estamos na fase final do produto e não posso abrir os detalhes", diz Bilibio. "O mercado enxerga cada vez mais a oferta de energia como um problema e está demandando soluções.

E é isso o que pretendemos oferecer." Num projeto que pode se revelar uma inovação estratégica, a Fiat também não quis dar muitos detalhes sobre a iniciativa de usar energia do sol para alimentar equipamentos, como ar condicionado e eletrônicos dos carros. Isso, em tese, poderia permitir uma redução no consumo de combustíveis e a redução de emissão de gases poluentes.

Por meio de nota, a montadora italiana informou: "A Fiat Automóveis firmou parceria com o CSEM Brasil e a PUC Minas para desenvolver pesquisas relacionadas à aplicação de placas fotovoltaicas em veículos, com foco na melhoria da eficiência energética e na redução do consumo de combustível".

A empresa informou também que já conta com uma equipe de bolsistas de doutorado e mestrado para acompanhar experiências com uso dessas placas. Informou também que já adquiriu um equipamento que será usado nesses testes. "A Fiat foi a primeira fabricante de automóveis na América Latina a adquirir equipamento portátil de análise de emissões, para início dos testes nos veículos adaptados ainda neste primeiro semestre."

Fonte: absolar.org.br
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