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ENERGIA SOLAR TERÁ LEILÃO QUE SUPERA BELO MONTE

Publicado domingo, 31 de maio de 2015

domingo, 31 de maio de 2015


O total dos 382 projetos credenciados para o leilão de energia fotovoltaica, que acontece no dia 14 de agosto, é de 12.528 megawatts (MW), valor superior ao que vai ser gerado pela usina hidrelétrica de Belo Monte (PA), de 11.000 MW; segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a maioria dos projetos dessa fonte está na região Nordeste, e a Bahia lidera em volume de projetos e potência, com 140 empreendimentos que somam capacidade instalada de 4,4 mil MW; em seguida vem o Piauí, com 61 projetos e potência de 2 mil MW


Vladimir Platonow, da Agência Brasil - Depois de décadas aparecendo apenas como uma promessa limpa de geração, a energia solar, também conhecida como fotovoltáica, finalmente se firma como mais uma alternativa a ser usada no Brasil. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) anunciou o credenciamento de 382 projetos para o leilão que será realizado em 14 de agosto próximo.

O total a ser ofertado é 12.528 megawatts (MW), valor superior ao que vai ser gerado pela usina hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída no Pará, com produção prevista de 11.000 MW. O primeiro leilão de energia fotovoltáica, em outubro do ano passado, fechou contratos com preço médio de R$ 215,12 o megawatt-hora (MWh). Ao todo foram contratados 890 MW de capacidade instalada de energia fotovoltáica em 2014.

O presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, disse que a maioria dos projetos dessa fonte está concentrada na região Nordeste, pelo ótimo nível de exposição solar da região. A Bahia mais uma vez lidera em volume de projetos e potência, com 140 empreendimentos que somam capacidade instalada de 4,4 mil MW. Em seguida vem o Piauí, com 61 projetos e potência de 2 mil MW.

O Rio Grande do Norte aparece em terceiro, com 39 projetos e 1.332 MW, seguido por Minas Gerais, com 36 projetos e 1.272 MW, e São Paulo, com 34 projetos e 1.250 MW.

Informações mais completas podem ser obtidas na página da EPE na internet (clique aqui).

FGTS SUSTENTÁVEL

Publicado sexta-feira, 29 de maio de 2015

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Nova política socioambiental do FGTS altera regras de liberação de recursos para o financiamento de obras habitacionais e públicas





Até o fim do mês de junho uma nova política socioambiental deverá mudar as regras do financiamento habitacional e de obras públicas no país. A ideia é que apenas projetos sustentáveis sejam beneficiados com a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – medida que promete alterar de vez o jeito de construir no Brasil.

A nova política, pautada na melhoria da qualidade de vida da população brasileira, parte do uso racional de recursos naturais e foi definida após amplo diálogo entre entidades do sistema FGTS, como a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Ministério das Cidades - gestor dos recursos do fundo.

Os projetos deverão prever iniciativas como a proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico, paisagístico e arqueológico, a mobilidade urbana, a adoção de áreas verdes (conforto térmico e redução de danos ao solo) e o uso de madeiras certificadas, de reflorestamento.

A normativa deve privilegiar também projetos para uso responsável (manejo e gestão) da água, controle de eficiência energética, preservação e recuperação de mananciais.

“Queremos implantar a medida de forma a dar caráter obrigatório à prática de critérios socioambientais; financiamentos serão primeiro concedidos a projetos que atenderem a todos os critérios, seguidos daqueles que atenderem a um maior número deles, e assim sucessivamente”, explica Abelardo Campoy Diaz, assessor da vice-presidência de incorporação e terrenos urbanos do sindicado da habitação (Secovi-SP), e membro-titular do conselho curador do FGTS.

São outros critérios: destinação de resíduos de construção e de demolição, condições adequadas de trabalho e emprego e gestão da obra. “Além do financiamento, quanto mais critérios atenderem, maior será a chance de receber incentivos financeiros, dependendo do tipo de projeto”, informa Diaz.

Vai ficar mais caro
Apesar de positiva, a elaboração de um projeto sustentável costuma ser mais custosa – o que promete elevar o preço final dos produtos, inclusive das moradias sociais. Para Diaz, esse reflexo no preço é certo, o que ficará compensado pela qualidade do produto.

O diretor de sustentabilidade do Secovi-SP, Hamilton de França Leite Júnior, afirma que o custo adicional da habitação social pode chegar a 8,5% - com retorno para o morador de até 500%. “São grandes os benefícios que o usuário terá com o passar dos anos, em relação ao uso do imóvel”, explica.

Leite Júnior lembra ainda que os incentivos financeiros aos empreendedores, a taxas de juros reduzidas, tornarão o modelo ainda mais atrativo para negócios.

“Acho, no entanto, que o consumidor da moradia social ainda não está disposto a pagar mais por um empreendimento sustentável. As construtoras e incorporadoras também falham ao comunicar ao público as vantagens desse tipo de projeto – isso precisa ser revertido logo”, analisa.

Fonte: Secovi-SP

Norma ajuda a orientar em instalações elétricas para eventos temporários

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Embora sem normatização específica, instalações de eventos como grandes espetáculos, exposições e parques podem ser regulados pela NBR 5410





Nos últimos anos, o Brasil se tornou ponto estratégico para grandes espetáculos. Além da Copa 2014 e das futuras Olimpíadas na cidade do Rio de Janeiro/RJ, em 2016, o País já recebeu grandes festivais, concertos de artistas internacionais e também realiza grandes exposições e feiras agropecuárias periodicamente.

Tudo isso exige uma rede elétrica eficiente – mesmo apesar da provisoriedade do evento. Isso serve também para parques de diversão, canteiros de obras, grandes expansões imobiliárias etc. Elas atendem a uma demanda específica de energia elétrica por um tempo determinado e depois são desabilitadas ou, até mesmo, substituídas por instalações permanentes.

Embora o Brasil não possua uma normatização que regule as instalações específicas para este tipo de ocasião, a norma NBR 5410 segue como a mais indicada em casos de instalações elétricas provisórias por ser aquela que orienta todos os tipos de redes de eletricidade.

Essa norma orienta, por exemplo, a utilização de cabos multipolares flexíveis de 0,6/1 kV em instalações no chão ou suspensas na parede. A NBR 5410 também proíbe o uso de cabos comuns (como aquele usado em eletroportáteis, por exemplo) para fixação em rodapés ou outros tipos de suporte, pois estes não suportam a pressão e a tração elétrica. O uso inadequado pode causar acidentes como trincas no isolamento, choques e até curtos-circuitos.

Além da norma brasileira, a outra sugestão é a legislação internacional – a IEC 60364-7-711, que define regras para instalações especiais em geral como exposições, espetáculos e canteiros de obras. De acordo com essa regulamentação, são gerados parâmetros para os materiais utilizados nas instalações provisórias em relação ao impacto, resistência mecânica, desgastes por abrasão, calor, poeira, contaminação de óleos, graxas, produtos químicos e presença de umidade. Fundada em 1906, a International Electrotechnical Comission (IEC) tem sede em Genebra (Suíça), mas possui comitês em 65 países. As comissões técnicas se reúnem regularmente para avaliação de convergências das regras ligadas a equipamentos e redes elétricas.


AUTOR: Leonel Rodrigues | Gerente de Aplicação de Produto, Nexans

Formado em Engenharia de Produção, Mecânica pela FEI, pós-graduado em Administração da Produção pela USP e com MBA em Marketing pela FIA-USP. Com 22 anos de experiência no mercado de fios e cabos para energia e telecomunicações, atuou nos departamentos de produção, engenharia, marketing, vendas e produto. Atualmente é responsável pela engenharia de aplicação dos cabos de cobre na Nexans Brasil.


Sobre a Nexans

A Nexans traz energia para a vida através de uma extensa gama de cabos e soluções de cabeamento que proporcionam maior desempenho para os nossos clientes no mundo inteiro.

A equipe Nexans está comprometida com uma abordagem de parceria que apoia nossos clientes em quatro áreas de negócio principais: transmissão e distribuição de energia (submarino e terrestre), fontes de energia (petróleo e gás, mineração e renováveis), transporte (rodoviário, ferroviário, aéreo, marítimo) e construção (comercial, residencial e data centers).

A estratégia da Nexans é fundamentada na inovação contínua de produtos, soluções e serviços, desenvolvimento de colaboradores, treinamento de clientes e processos industriais de baixo impacto ambiental.

Em 2013, a Nexans se tornou o primeiro player mundial em cabos a criar uma Fundação com foco em introduzir iniciativas sustentáveis para o acesso à energia em comunidades carentes por todo o mundo.

Temos uma presença industrial em 40 países e atividades comerciais em todo o mundo, empregando cerca de 26 mil pessoas e gerando vendas em 2014 de aproximadamente 6,4 bilhões de euros. A Nexans está listada na NYSE Euronext Paris, seção A.

Para mais informações, consulte: www.nexans.com.br

Webinar Pial Legrand sobre Cabeamento Estruturado

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Legrand Elétrica deu uma palestra no Voltimum sobre Cabeamento Estruturado – O que é, quem compra e o que é necessário para ser um player neste mercado. Não deixe de assistir!

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Obras de infraestrutura contêm retração no Pará

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A onda investimentos em infraestrutura nos últimos anos no Pará vem amortecendo parte dos efeitos da retração econômica nacional. No primeiro trimestre, em relação ao de 2014, enquanto a produção industrial caiu em 11 de 14 Estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Pará houve crescimento de 8,7%. De um ano para cá, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), o volume de investimentos de longo prazo previstos entre 2012 e 2020 aumentou 20%, atingindo R$ 172,4 bilhões, com 90% em recursos da iniciativa privada e em áreas estratégicas para o desenvolvimento, como mineração, energia, agropecuária e logística.

"Nosso maior desafio será continuar crescendo, a despeito das adversidades nos cenários nacional e internacional, calcando esforços em logística, na dinamização das potencialidades em mineração e na biodiversidade, buscando permanentemente a verticalização da nossa produção", afirma o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki.

"A crise no país criou uma expectativa temerária no início deste ano, mas estamos otimistas, pois os investimentos já em curso e os que estão previstos vão beneficiar não somente o Pará, mas toda a economia da região Norte", afirma José Conrado Santos, presidente da Fiepa. Várias estradas, portos, hidrovias e ferrovias estão sendo construídos em torno da criação do corredor que vai abrir uma via de escoamento da produção entre o Centro-Oeste e o Norte do país.

Obras como a conclusão da BR-163 e o complexo portuário Miritituba-Barcarena mobilizam muitas outras, mudando o perfil econômico do Pará. Até 2020, a expectativa é de que os empreendimentos abram 200 mil novos empregos.

Dados do IBGE mostram, contudo, que o Pará fechou o primeiro trimestre com um índice de desemprego de 9,2%, superando a média nacional, de 7,9%. Uma das áreas atingidas é justamente a construção civil. Segundo o vice-presidente do sindicato do setor (Sinduscon-PA), Alex Carvalho, houve um saldo de cerca de 13 mil demissões no primeiro trimestre, provocado principalmente pelas medidas que afetam o programa Minha Casa Minha Vida, o aumento de juros no crédito imobiliário e a redução no ritmo de investimentos do setor privado.

A indústria da mineração também enfrenta dificuldades, por conta da baixa do minério de ferro no mercado internacional.

A questão do emprego após a conclusão de grandes obras, como Belo Monte, preocupa a Fiepa. "Muitos trabalhadores mudaram para cá para atuar em projetos de longa duração. Se for interrompida a atração de investimentos e a criação empregos, para onde irá este pessoal?", diz Conrado.

Somente na construção de Belo Monte, da Norte Energia, trabalhavam em abril 26.609 trabalhadores, com 77% das obras civis concluídas, segundo o presidente da companhia, Duílio Diniz de Figueiredo. Figueiredo afirma que a empresa desenvolve projetos de capacitação e um "programa de desmobilização de mão de obra, que faz monitoramento dos ex-trabalhadores das obras civis e de montagem por até seis meses após o desligamento". Além disso, a usina tem impacto no emprego do Estado por meio da rede de fornecedores que movimenta. Entre 2012 e 2014, as aquisições de serviços e produtos de empresas paraenses por parte da Norte Energia somaram R$ 12 bilhões, afirma.

Entre os mais recentes investimentos atraídos pelo Pará está a Belém Bioenergia, criada pela parceria entre a Petrobras Combustível e a portuguesa Galp Energia. Foram constituídas duas subsidiárias, a Belém Portugal Bioenergia e Belém Brasil Bioenergia (BBB), instalada na capital paraense. O negócio envolve a produção de óleo de palma exclusivamente para a produção de green diesel da Galp, a ser vendido nos mercados de Portugal e Espanha. "Este é o objetivo inicial, mas pode ser revisto em função de oportunidades que possam oferecer melhores vantagens para o negócio", afirma Danúbio Sousa, diretor-presidente da BBB. O projeto envolve investimentos de R$ 560 milhões entre recursos próprios e incentivo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), e a produção anual é estimada em 335 mil toneladas anuais de óleo de palma.

Fonte: Valor Econômico

Megausinas obtêm 'blindagem' judicial

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As megausinas hidrelétricas em construção na Amazônia foram atrás de uma "blindagem" nos tribunais contra as decisões recentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que, segundo os empreendedores, podem inviabilizar economicamente o futuro dos projetos.

Silenciosamente, duas ações movidas pelas concessionárias de Belo Monte, no rio Xingu (PA), e de Jirau, no rio Madeira (RO), suspenderam os efeitos de decisões desfavoráveis do órgão regulador.

No caso de Belo Monte, uma liminar foi dada à concessionária Norte Energia pela 14ª Vara Federal de Brasília, no dia 11 de maio - mas não havia sido divulgada até agora. A empresa alega, na ação, que teria perdas de R$ 246 milhões, só em 2015, com a recusa da Aneel em "perdoar" o atraso de 441 nas obras da usina.

Apesar de contestar judicialmente a decisão do órgão regulador, a Norte Energia também faz questionamentos no âmbito administrativo, que ainda estão pendentes de análise. O efeito da liminar é válido enquanto não se esgotarem os recursos na Aneel.

No dia 13 de maio, a Justiça Federal deu uma sentença definitiva - em primeira instância - a favor da concessionária de Jirau, a Energia Sustentável do Brasil (ESBR), reconhecendo o "excludente de responsabilidade" por 535 dias de atrasos. Essa mesma quantidade de dias havia sido pedida à Aneel, que reconheceu apenas 239 dias.

O juiz Herculano Nacif, da 5ª Vara Federal de Rondônia, se baseou em um laudo pericial que mensura o impacto de greves e vandalismo nos canteiros sobre o cronograma das obras. Em 2011 e em 2012, duas revoltas trabalhistas paralisaram a construção de hidrelétrica, que já havia sido afetada pela demora da Receita Federal na liberação de máquinas.

As concessionárias alegavam que não podiam ser responsabilizadas por esses eventos, que consideram "fortuitos" ou de "força maior", mas a tese não colou na Aneel. A decisão desfavorável às usinas saiu em reunião da diretoria colegiada, no dia 28 de abril, quando também foi negado o pedido de excludente da Santo Antônio Energia, que constrói e opera a hidrelétrica de mesmo nome.

Boa parte dos argumentos apresentados pelos empreendedores indica, inclusive, uma parcela de culpa do poder público nos atrasos dos cronogramas de obras. As empresas relataram, por exemplo, que houve demora na emissão das licenças ambientais e das declarações de utilidade pública para uso das áreas afetadas pelo projeto, greves em órgãos licenciadores, como a Fundação Nacional do Índio (Funai), e liminares na Justiça que suspenderam por vários dias a execução das obras, além da destruição (em Jirau) ou invasões (em Belo Monte) dos canteiros de obras.

Em recurso administrativo encaminhado à Aneel, a Norte Energia demonstra sua preocupação com os preços do megawatt-hora (MWh) no mercado de curto prazo, que servem como base para a reposição do montante de eletricidade não entregue no prazo.

"Observe-se que o edital de leilão ocorreu no ano de 2010, quando o PLD [preço de liquidação de diferenças] estava no patamar médio de R$ 70 por MWh, não sendo previsível, naquela oportunidade, a atual crise hídrica e os elevados índices do PLD, mesmo tendo essa agência fixado, para o ano de 2015, o patamar de R$ 388,48", afirmam os advogados Claudio Girardi e Yuri Schmitke, representantes da Norte Energia.

Considerando que o cenário hídrico deve persistir, segundo eles, há risco de "prejuízos irreparáveis" a Belo Monte e de que o projeto venha a ser "inviabilizado".

Fonte: Valor Econômico

O Brasil precisa da energia que vem do Norte - Opinião

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O desafio de governar é a leitura do tempo. Exige-se do mandatário e das instituições que comanda a sintonia com o presente para que possa antecipar-se ao futuro. Sem conectar-se com o contemporâneo, condenará os governados à pobreza e ao atraso.

Respostas antes adequadas envelhecem. Tornam-se obsoletas. O dinamismo dos fatos impõe novos paradigmas. É o caso da energia. Os apagões que devolvem o Brasil ao século passado acendem sinal vermelho para o desenvolvimento nacional. Há carência do insumo.

Sem os investimentos aptos a afugentar a crise energética, afugentaremos o capital interessado em fincar raízes no país. O empreendedor só aplica nesta ou naquela região se tiver cenário favorável a longo prazo. É ingenuidade imaginar que promessas substituem obras.

Três grandes usinas indispensáveis ao salto no fornecimento energético estão com o andamento emperrado. Santo Antônio e Jirau, localizadas em Rondônia, e Belo Monte, no Pará, sintetizam os dilemas que se apresentam ao setor no desafio de ampliar a infraestrutura de abastecimento do país.

Os entraves se repetem apesar da virada do século e das urgências impostas por nova realidade. Desde a assinatura dos contratos, multiplicam-se os problemas em razão de demora na liberação de licenças ambientais, movimentos grevistas injustificáveis e ocupação dos canteiros de obra por populações indígenas.

Como diz o conselheiro Acácio, as consequências vêm depois. O personagem de Eça de Queiroz se notabiliza por dizer o óbvio - óbvio que a cegueira institucional teima em ignorar. A urbanização acelerada, o crescimento do parque industrial e a inserção no mundo globalizado forçaram mudanças estruturais cuja concretização não pode ser procrastinada.

O Brasil precisa de energia para crescer. Juntas, Santo Antônio e Jirau terão capacidade instalada de 6.450MW - praticamente a metade da gerada pela usina hidrelétrica de Itaipu. Especialistas não hesitam em afirmar que se trata de caminho certo para solucionar a tragédia decorrente do racionamento de energia no país.

Investimentos do porte exigido pelas três megausinas não podem ficar reféns de decisões rígidas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Fundação Nacional do Índio (Funai). As instituições têm de sintonizar o contemporâneo. Em bom português: administrar as adversidades com novos paradigmas. Os tempos são outros. A realidade é outra. Os desafios são outros.

Fonte: Correio Braziliense

Itaipu fará protótipo de bateria de lítio

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Em apenas dois anos, o Brasil terá condições de produzir a primeira bateria de íons de lítio com tecnologia nacional. O anúncio foi feito nesta quinta feira pela diretora financeira de Itaipu, Margaret Groff, durante assinatura de um acordo de cooperação global entre a Itaipu
Binacional e a empresa inglesa Mira Limited, consultora do ramo de pesquisa de veículos híbridos e elétricos.

Com o acordo, será instalado no Parque Tecnológico Itaipu (PTI) um centro de excelência para pesquisa de bateria de lítio, inédito no Brasil. Nos próximos três meses, serão feitos estudos de prospecção na indústria nacional, para definição do modelo de bateria a ser adotado.

Escolhido o modelo, a parceria desenvolverá o primeiro protótipo, que poderá ser levado para produção em escala pela indústria nacional. "Hoje, a bateria de lítio é usada principalmente em veículos e nas telecomunicações. Queremos desenvolver uma bateria escalável, que poderá ser utilizada tanto em veículos elétricos, quanto em sistemas de armazenamento de energia", antecipou Margaret Groff.

Outra proposta é a de criar no País uma rede de serviços de alta complexidade na área. Hoje, lembra a executiva, quando se compra uma bateria de lítio no exterior, muitas vezes é preciso mandar o produto para fazer manutenção fora do Brasil. "Queremos prestar esses
serviços aqui", explicou.

A diretora financeira lembrou ainda que Itaipu já desenvolve estudos com outros modelos de bateria - como as de sódio e de chumbo-ácido, também para aplicação em veículos elétricos e em sistemas de armazenamento. "Agora, com a bateria de lítio, estamos escalando alguns
degraus nesse desenvolvimento tecnológico."

Para o diretor-geral da Mira do Brasil, Armando Canales, a aproximação da empresa inglesa com Itaipu foi natural. "Achamos que trabalhar em conjunto com Itaipu e o PTI, que são pioneiros no Brasil no desenvolvimento de veículos elétricos e híbridos, e também na área de armazenamento de energia, representa o perfeito casamento de competências para a criação desse centro de excelências".

De acordo com o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, a região da usina está se tornando um celeiro de tecnologia, com gente capacitada em todas áreas "Isso comprova que os recentes investimentos no Oeste do Paraná, especialmente em universidades e centros de
pesquisa, já começam a apresentar resultados importantes", afir mou. Segundo ele, a parceria com a Mira, uma gigante da tecnologia, faz parte desse processo. "Se o mundo é global, nossa cabeça também tem que ser global", comentou.

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)

Tarifas devem recuar em 2016, diz diretor da Aneel

Publicado quinta-feira, 28 de maio de 2015

quinta-feira, 28 de maio de 2015


Desligamento de usinas térmicas, renovação de concessões de hidrelétricas e maior volume de chuvas são apontados como fatores para contas de luz mais baratas

As tarifas de energia elétrica devem recuar no próximo ano, apoiadas em um cenário de chuvas previsto como mais favorável, desligamento de algumas térmicas e renovação de concessões de hidrelétricas, estimou ontem o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, ao participar do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase).

"O consumidor poderá dar uma respirada e acredito que no ano que vem haja a perspectiva de redução na tarifa", disse Rufino. "O custo da energia está no máximo e como vamos reduzir (o consumo este ano), isso reduz a tarifa em todo o País", acrescentou.

Rufino comentou que o cenário hidrológico é muito mais favorável para 2016 do que se projetava para 2014 e 2015. Caso a estimativa se confirme, há perspectiva de desligamento de algumas termelétricas no ano que vem.

"O que vimos de patamar de tarifa em 2014 e 2015 foi um que chegou ao limite do tolerável", disse Rufino. "Há previsão de hidrologia melhor; as renovações da concessões de usinas hídricas que serão embutidas nas contas a um preço mais barato; e os encargos na CDE não são recorrentes e terminam este ano", afirmou, referindo-se à Conta de Desenvolvimento Energético.

Redução da demanda

Outro fator que contribui para o cenário de tarifas menores este ano é o quadro de redução na demanda por energia diante da perspectiva de retração da economia, o que deve ajudar a poupar os reservatórios das hidrelétricas.

Órgãos do governo federal reduziram a perspectiva de crescimento da demanda por energia do País de 3,2% para queda de 0,1%o neste ano. Porém, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou ontem que já cogita uma nova revisão para baixo na projeção de consumo.

O governo federal tem até setembro para discutir uma nova revisão, mas o ONS acha que no fim de junho ela já poderá ser feita. "A demanda de maio já está 2 mil megawatts abaixo da nova projeção para o ano. Junho não deve ser diferente. A lei diz que, se houver um fato excepcional no curso, a revisão pode ser feita antes. Acho que no fim de junho já haveria elementos para isso", explicou Chipp.

Segundo ele, até recentemente as estimativas para o nível das represas de hidrelétricas do Sudeste no final do período de estiagem, em novembro, era de aproximadamente 10%, mas ontem a estimativa já apontava para 20%. "O cenário melhorou e eu diria que o risco de racionamento é praticamente nulo", disse Chipp.

Reservatórios

O ano de 2015 está sendo melhor em termos de chuvas e níveis de reservatórios hidrelétricos do que foi o anterior, segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp. Ainda assim, acrescentou ele, o cenário "não é o desejado".

Responsável por definir as fontes de geração de energia no País, o ONS "depende de um volume maior de energia firme", cuja geração não depende do clima, como das chuvas, no caso das hidrelétricas, ou das altas temperaturas, no caso da solar. Atualmente, o operador tem recorrido, como solução, à produção de eletricidade de origem térmica, de maior custo.

Na abertura do evento, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, também transmitiu a mensagem de que o País não vive uma crise de abastecimento ou mesmo se aproxima deste cenário. Em seguida, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, ressaltou que o desafio está em equilibrar a segurança do fornecimento a custos mais razoáveis para o consumidor final.

Segundo o ONS, o consumo nos segmentos residencial e comercial ainda não foi afetado pelas campanhas publicitárias de uso racional da energia e continua em patamares elevados, apesar da alta na tarifa. (Com agências)

Cartel via Whatsapp

Publicado quarta-feira, 27 de maio de 2015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O Cade, órgão de defesa da concorrência, multou em abril três das sete fabricantes de medidores de energia investigadas por formação de cartel - Dowertech, Eletra, Elo, Elster, Itron, Landis + Gyr e Nansen. A peça de acusação, obtida por EXAME, mostra que o suposto cartel tinha uma organização exemplar. Os diretores das empresas trocavam mensagens de texto pelo aplicativo WhatsApp combinando o que fazer, sempre às vésperas de licitações de empresas de energia, como Elektro, Neoenergia, CPFL e Eletrobras. Os diretores, diz o Cade, trocavam planilhas com os preços que cada concorrente deveria praticar e sugestões de divisão do mercado entre as empresas. Com o passar do tempo, as empresas criaram um site em que era possível checar as propostas de cada uma para os futuros leilões. As planilhas incluíam preços iniciais a ser oferecidos e preços finais menores para simular a existência de concorrência. Segundo o Cade, o cartel chegou a rachar em 2013, quando uma das empresas, a Itron, venceu um leilão eletrônico feito pela Companhia de Eletricidade do Amapá. A "rival" Nansen era a escolhida para ganhar, mas, por um problema no software, a Itron ofereceu preços mais baixos e ganhou. A própria Itron denunciou o cartel ao Cade.

Fonte: Exame

Ibovespa sobe em pregão liderado por elétricas

Publicado terça-feira, 26 de maio de 2015

terça-feira, 26 de maio de 2015



A Bovespa registrou metade do volume de um pregão normal ontem devido a feriados nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. Sem a presença dos estrangeiros e das operações de arbitragem com ADRs (recibos de ações negociados na bolsa de Nova York), o mercado brasileiro ficou com liquidez mais enxuta, mas se firmou em terreno positivo ao longo da tarde, com a recuperação das ações de bancos e do setor elétrico.

O Ibovespa fechou em alta de 0,43%, aos 54.609 pontos, com volume de apenas R$ 3,611 bilhões. Entre as principais ações do índice, apenas Petrobras PN (-2,14%) e ON (-1,91%) terminaram em baixa. Vale PNA (1,75%) e ON (1,53%) puxaram os ganhos, acompanhados dos bancos: Banco do Brasil ON (3,64%), Santander Unit (2,11%), Bradesco PN (0,58%) e Itaú PN (0,36%).

As ações da Vale acompanharam a recuperação no preço do minério de ferro, que subiu 2% ontem nos portos chineses, para US$ 61 por tonelada. Já os bancos passaram por correção, após caírem por cinco pregões seguidos.

"Houve o aumento da alíquota da CSLL na semana passada, mas ainda pode vir mais coisa sobre os bancos, como o fim da compensação de imposto no pagamento de juros sobre capital", alerta o analista Pedro Galdi, do blog Whatscall.

Ele comentou ainda que as ações da Petrobras refletiram cautela dos investidores por causa da assembleia de acionistas realizada ontem. A maioria aprovou as contas de 2014, quando a estatal teve prejuízo de R$ 21,6 bilhões.

A questão do não pagamento do dividendo aos acionistas preferencialistas rendeu discussão na assembleia. Alguns fundos de investimento levaram o tema à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas a autarquia não viu ilegalidade no fato e negou o pedido para suspensão da assembleia.

Além disso, Galdi ressaltou que o clima político não anda dos melhores, diante da polêmica provocada pela ausência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na entrevista coletiva sobre os cortes no Orçamento, na sexta-feira.

"As especulações são de que ele estaria se rebelando contra o governo porque o corte foi menor do que ele queria, mas Levy rebateu as afirmações, dizendo que não foi na coletiva porque estava muito resfriado. Vamos esperar para ver no que tudo isso vai dar", afirmou, acrescentando que o mercado está acompanhando de perto a aprovação das medidas de ajuste fiscal pelo Congresso.

No topo do Ibovespa ficaram as geradoras de energia elétrica: Eletrobras PNB (6,07%) e ON (4,77%), Cemig PN (3,12%) e Copel PNB (2,88%). O mercado espera por uma solução para o rombo bilionário provocado pelo déficit hídrico das geradoras. Especialistas apontam que os gastos para suprir a diferença entre a geração efetiva e prevista nos contratos possam chegar a R$ 30 bilhões neste ano.

Analistas acreditam que, apesar da sinalização negativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a transferência de parte desse risco hidrológico para os consumidores, a decisão final cabe ao Ministério de Minas e Energia (MME), que estaria mais sensível ao pleito das geradoras.

Entre as maiores baixas terminaram Marcopolo PN (-3,41%), Estácio ON (-2,64%) e Marfrig ON (-2,35%). Estácio e outras empresas de educação devolveram ganhos diante da não confirmação de que o financiamento estudantil (Fies) será reaberto no segundo semestre.

CPFL prepara-se para iniciar projeto de 'smart grid'

Publicado


As cidades paulistas de Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba e Santos, além da gaúcha Caxias do Sul, serão as primeiras a receber os 2 milhões de medidores eletrônicos de consumo de energia que a CPFL está comprando por cerca de R$ 700 milhões. A instalação dos aparelhos, prevista para começar nos próximos meses, vai marcar o início da maior experiência nacional em redes inteligentes de energia, as chamadas "smart grids".

Responsável pela área de gestão de energia da CPFL, Ronaldo Borges Franco participou do "User Group", seminário global de tecnologia realizado na semana passada, em Lisboa. O objetivo da empresa brasileira é mitigar a ação de eventos internos e externos que absorvem anualmente cerca de 14% de suas receitas. A CPFL atende a 7,5 milhões de unidades consumidoras nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.

O executivo foi ao seminário para conhecer a mais recente versão de um software do grupo português WeDo Technologies que auxilia a CPFL a mitigar as chamadas perdas internas de receita, resultantes de falhas na contabilização da energia consumida pelos clientes. Segundo Franco, somente essas baixas podem custar R$ 8 milhões por ano.

Com o avanço dos medidores eletrônicos, a companhia poderá reduzir também as perdas ocasionadas por falhas ou fraudes nos aparelhos convencionais, que necessitam de um profissional para realizar manualmente a aferição do consumo. A expectativa é que a "smart grid" proporcione um ganho substancial de produtividade, com a possibilidade de que várias operações sejam feitas à distância.

"Hoje nós podemos realizar cerca de 50 mil cortes físicos. Com a rede inteligente, teremos dois milhões à disposição", disse Franco, referindo-se aos procedimentos de interrupção do fornecimento para os consumidores inadimplentes. A "smart grid" também possibilita a adoção do sistema pré-pago, normatizado há um ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas que ainda está em fase embrionária no Brasil.

A adoção do modelo, que é bastante semelhante ao utilizado na telefonia móvel, está em fase de estudos na CPFL. Com a rede inteligente, o consumidor poderá adquirir certa cota de energia e acompanhar o consumo, por exemplo, pelo celular, a fim de evitar surpresas indesejáveis na fatura. Segundo Franco, o sistema pré-pago pode ser uma opção interessante para comunidades específicas.

Diretora da Energa Operator, distribuidora que atende a 3 milhões de consumidores na Polônia, Agnieszka Okonska disse que em seu país a energia pré-paga tem boa aceitação, com cerca de 100 mil contratos. Segundo ela, o sistema é muito usado por moradores de imóveis alugados. Uma exigência dos proprietários é que os inquilinos usem a energia pré-paga, para evitar riscos de cortes no fornecimento causados por calotes eventualmente deixados pelos ocupantes do imóvel.

Uma das polêmicas envolvendo essa questão no Brasil é justamente o que fazer em casos de inadimplência. Diferentemente da telefonia, a energia elétrica é considerada essencial e entidades de defesa do consumidor questionam os critérios de interrupção no fornecimento em caso de expiração dos créditos. Na Polônia, não há muita tolerância. "Se não há crédito, não há energia", disse Okonska.

O executivo da CPFL alertou que a colheita dos benefícios da "smart grid" ainda levará algum tempo. "Além dos medidores eletrônicos, há a necessidade de instalação das infovias [redes que vão transportar as informações de consumo] e de todo o sistema de billing [faturamento]", afirmou Franco. De acordo com ele, o investimento nas infovias já está na casa dos R$ 100 milhões.

Se somado ao que será desembolsado na compra e instalação dos medidores, a CPFL terá feito um investimento bastante significativo na modernização da rede. A empresa espera que, em um primeiro momento, esse aporte seja compensado nas tarifas de energia, que poderão ser reduzidas futuramente, quando os ganhos de produtividade e eficiência estiverem sendo colhidos. "Para haver redução lá na frente, precisa mexer na tarifa agora", afirmou Franco.

Em março, a CPFL informou ao Valor que pretendia concluir naquele mês a licitação para a compra dos medidores. Por meio de sua assessoria, a empresa informou que a análise das propostas foi adiada para setembro. A instalação de todos os equipamentos deve levar de cinco a sete anos. Após as cinco primeiras localidades escolhidas, estão no radar as cidades de Piracicaba, Hortolândia e São José do Rio Preto, todas no interior paulista.

Fonte: Valor

Déficit hídrico em debate

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ANEEL
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve aprovar hoje a abertura de uma audiência pública para discutir o conceito do déficit de geração hídrica das usinas. De acordo com analistas do setor, o potencial de perdas para as geradoras com o déficit de geração hídrica para este ano é de R$ 30 bilhões. Segundo o portal de notícias especializado no setor elétrico "Canal Energia", documento interno da Aneel conclui que o prejuízo das geradoras hidrelétricas com o déficit de geração hídrica em 2014 foi de apenas R$ 800 milhões. As empresas alegavam, porém, que as perdas alcançaram R$ 18,5 bilhões no ano passado.

Edital Senai Sesi de inovação tem R$ 40 milhões para desenvolvimento de projetos

Publicado segunda-feira, 25 de maio de 2015

segunda-feira, 25 de maio de 2015


Entre as novidades desta edição estão a categoria exclusiva para startups e a parceria com agência britânica de inovação para a realização bilateral de projetos. Inscrições vão até 7 de dezembro

Empresas de pequeno, médio e grande portes, que têm projetos tecnológicos ou de melhoria de qualidade de vida do trabalhador, podem se inscrever no Edital SENAI SESI de Inovação - 2015. Este ano serão R$ 40 milhões para o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços que visem ao aumento da produtividade e competitividade das empresas brasileiras.

O valor é 31,14% superior ao do ano passado. Os projetos devem ser desenvolvidos em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) ou com o Serviço Social da Indústria (SESI). O lançamento do edital será na próxima segunda-feira, 25 de maio, às 14h, em uma conferência transmitida ao vivo pela internet, que poderá ser acompanhada na modalidade convidado, pelo endereço http://webconf.cni.org.br/unitec.

Nesta edição, a principal novidade é a parceria com a agência britânica de inovação, a Innovate UK, para o desenvolvimento bilateral de projetos nas áreas de água, energia ou resíduos. Projetos nessas áreas aprovados no edital poderão ser escolhidos para serem executados em parte no Reino Unido, nas etapas de testes, protótipos e aprimoramento?, explica Marcelo Prim, gerente-executivo de inovação e tecnologia do SENAI. A parceria visa a estimular a transferência de tecnologia e a troca de experiência entre profissionais dos dois países para, assim, fortalecer o ecossistema de inovação no Brasil.

O Edital SENAI SESI de Inovação tem como missão custear projetos de inovação tecnológica. Além disso, desta vez, as startups estão contempladas em uma categoria específica. A ideia é financiar projetos de até R$ 150 mil para soluções rápidas que ajudem, por exemplo, em produtos-piloto ou protótipos. Todos os concorrentes precisam atuar em parceria com os Departamentos Regionais do SENAI, do SESI ou do SENAI/Cetiqt. As inscrições vão até 7 de dezembro na página do Edital na internet: www.editaldeinovacao.com.br.

Assim como no último ano, haverá um ciclo contínuo de inscrição. Assim, as empresas terão chance de submeter propostas a qualquer tempo, até fevereiro de 2016, com possibilidade de seleção em avaliações trimestrais.

CATEGORIAS - Empresas de qualquer porte podem inscrever projetos em três categorias:

Categoria A: inovação tecnológica

Projetos realizados em parceria com o SENAI, orçados em até R$ 400 mil. Os projetos desta modalidade poderão ser desenvolvidos de forma bilateral, em parceria com o Innovate UK.

Prazo: 20 meses para ser executado a partir da contratação.

Categoria B: startups inovadoras

Projetos de startups de base tecnológica, realizados em parceria com o SENAI, orçados em até R$ 150 mil.

Prazo: 10 meses para ser executado a partir da contratação.

Categoria C: soluções de saúde e segurança no trabalho (SST) e qualidade de vida

Projetos realizados em parceria com o SESI, orçados em até R$ 400 mil.

Prazo: 20 meses para ser executado a partir da contratação.


PASSO-A-PASSO

1 - Inscrição: O projeto inovador pode ser inscritos a qualquer tempo até 7 de dezembro de 2015. Cada projeto pode ser orçado em até R$ 400 mil;

2 - Análise: As ideias apresentadas serão analisadas trimestralmente por comitê de avaliadores que inclui especialistas do ITA e da FGV. Serão três períodos de avaliação.

3 - Plano de projeto: são levados em conta o potencial inovador da ideia e a capacidade de a empresa colocá-la no mercado;

4 - Os projetos aprovados serão ranqueados. Aqueles que dentro do limite de crédito disponível para o ciclo seguem para a fase de contratação e execução. Os que ficarem abaixo, porém aprovados, terão chance no ciclo seguinte.




Fonte: CNI

Qualcomm: carregador sem fio para Daimler

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A montadora alemã Daimler e a Qualcomm se uniram para desenvolver novas tecnologias que permitirão o carregamento sem fio de veículos elétricos e de dispositivos móveis no carro.

A montadora alemã Daimler e a Qualcomm firmaram uma parceria focada em carregadores.


A Daimler, empresa-mãe da marca Mercedes Benz, anunciou em um comunicado no sábado que a parceria deve cimentar sua reputação como uma empresa inovadora de tecnologias de veículos.

As fabricantes de automóveis rivais da marca, como Audi e BMW, estão buscando o mesmo caminho.

Entre as tecnologias que a nova parceria tem o objetivo de explorar, a principal é a que visa ao carregamento sem fios de veículos elétricos. Para isso, será usada a tecnologia Halo Wireless Electric Vehicle Charging (WEVC), da Qualcomm, que pode ser construída em slots de estacionamento individuais.

Junto com o Halo, a Qualcomm também irá fornecer sua tecnologia de carregamento sem fio WiPower para carregar dispositivos móveis, como smartphones, tablets e smartwatches, dentro dos veículos da Daimler.

Ao contrário dos padrões de carregamento sem fios existentes, que exigem que os dispositivos sejam colocados na plataforma de carga, o WiPower precisa apenas que o dispositivo esteja dentro da área de alcance do carregador.

A Daimler planeja também incluir conexão 3G e 4G em seus carros, mas a empresa não especificou como pretende fazer isso.

Fonte: Baguete

Light faz mostra de Cidade Inteligente

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Um ambiente de 400 m² que lembra ruas de bairros residenciais do Rio de Janeiro. Este é o Circuito Cidade Inteligente, um novo espaço do Museu Light da Energia que a Light inaugurou em sua sede, no Centro do Rio. Casas, postes, lojas, transformadores e até carro elétrico integram um cenário em que é possível entender um pouco mais sobre a energia elétrica e a sua distribuição.

"Aprender e adotar o consumo consciente é a certeza de que os cariocas querem mais 450 anos de uma cidade, cada dia mais responsável e eficiente. Estamos entregando à cidade e aos cidadãos o maior e mais completo centro de referência em tecnologia smart grid da América Latina e isso nos dá muito orgulho", destaca Paulo Bicalho, gerente do Instituto Light.

Totalmente interativo, o novo espaço conta com vários recursos tecnológicos, como tablets, que, ao serem colocados à frente de pontos fixos, mostram ilustrações e textos sobre os mais variados assuntos, entre eles a importância do selo Procel, as lâmpadas eficientes e suas novas tecnologias, além do chuveiro capaz de reduzir em 45% o consumo de energia.

Um dos destaques do Circuito Cidade Inteligente é a casa mobiliada que possibilita a apresentação dos conceitos de eficiência energética, carro elétrico, lâmpadas LED e fluorescente, placas fotovoltaicas, medidor e tomada inteligente, de tecnologia smart grid e coleta seletiva de lixo (Projeto Light Recicla).

Na área que simula a rua, os visitantes recebem informações sobre a rede de distribuição de energia elétrica, com simulações cenográficas de tempo, mostrando amanhecer, anoitecer, chuva e tempestade, e de eventos na rede. Há também uma biblioteca, com conteúdos sobre eficiência energética, sala de reuniões, laboratório e outras instalações.

Toda a visita é acompanhada por um guia que incentiva o visitante a adotar hábitos de consumo eficiente e a combater o desperdício e os "gatos" de energia, que impactam na qualidade do fornecimento de energia nas grandes cidades.

O visitante do Circuito Cidade Inteligente, do Museu Light da Energia, pode tirar fotos, gravar vídeos, e compartilhar em suas redes sociais a experiência da visita. Foram instalados totens "Like Machine" que enviam o status "Curtir" diretamente ao Facebook. O visitante acima de 18 anos faz o cadastro de seus dados na sala de boas-vindas e recebe uma pulseira. Durante a visita, para informar se gostou, basta aproximar sua pulseira ao totem que, no momento da aproximação, é enviado um status "curtir" ao Facebook.

A Light ampliará seu projeto de reciclagem intitulado Light Recicla. A empresa levará o programa, que promove a troca de material reciclável por desconto na conta de energia também para comunidades de alguns bairros do município, como Vila Isabel, Jacarepaguá, Pilares e Bangu.

Para obter o desconto, o cliente deve comparecer em um dos eco pontos (posto de cadastro) com sua conta deluz e documentos de identificação para cadastro. O Light Recicla recebe vários tipos de materiais recicláveis, comoplástico, metal, vidro, papel e óleo vegetal.

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)

Saiba como fazer corretamente a captação de água de chuva

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cartilha aproveitamento da água de chuva

IPT lançou manual com dicas de tratamento e armazenagem voltadas aos cidadãos comuns


O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) lançou um manual com dicas de captação de água de chuva para o cidadão comum. A cartilha contempla todas as etapas, da captação à utilização da água de chuva, e oferece à população orientações para melhorar a qualidade dessa água, apresentando as boas práticas para a sua captação, armazenamento e utilização doméstica.

O material recém lançado é direcionado às famílias que vivem situações emergenciais e dissemina uma técnica relativamente simples, mas que respeita os requisitos que garantem o funcionamento do sistema e, principalmente, assegura a qualidade da água coletada. O conteúdo está disponível gratuitamente e pode ser acessado aqui.

Apesar de ser uma técnica relativamente simples, o aproveitamento da água de chuva possui requisitos mínimos que devem ser respeitados. O principal alerta da cartilha é a necessidade do descarte da água da primeira chuva, responsável pela lavagem da atmosfera e dos contaminantes presentes na superfície dos telhados.

"Recomenda-se o descarte de dois litros de água para cada metro quadrado de área de telhado utilizado para captação, o que corresponde aos dois primeiros milímetros de precipitação. É também fortemente recomendada a filtragem dessa água, mesmo que de maneira simplificada, com a utilização de um filtro de malha do tipo de coador de chá", explica o engenheiro Luciano Zanella, pesquisador do IPT e autor do manual.

Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo

Sinais promissores no panorama da energia

Publicado sexta-feira, 22 de maio de 2015

sexta-feira, 22 de maio de 2015



Nas últimas semanas este jornal tem publicado notícias animadoras para o setor sucroalcooleiro, principalmente quanto ao interesse de investidores, até mesmo do exterior, na compra de instalações voltadas para a produção de energia elétrica com bagaço de cana-de-açúcar. É importante, já que de 380 usinas existentes 170 vendem energia (Estado, 18/5), a partir de sua capacidade de 9.331 MW (equivalentes a 70% da energia da usina de Itaipu). Mas o setor sucroenergético está em crise - 80 usinas paradas, 23 em recuperação judicial -, por várias razões. Sua recuperação poderá levar a avanços relevantes no setor de energia em geral: as biomassas só participam com 4% da matriz energética; com a expansão da energia produzida com o bagaço essa participação poderia ser multiplicada por quatro (Agência Estado, 8/5), já que hoje 97% da área de produção de cana está mecanizada.

Entre outras vantagens, além da baixa emissão de poluentes, está a de que o preço médio da energia ali fica em R$ 210/ MWh (18/5), segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), enquanto o País tem pago algumas vezes mais, com preços até acima de R$ 600 (e de R$ 540 no consumo pelas indústrias, por exemplo), por causa do acionamento maciço de termoelétricas, com a queda na geração por hidrelétricas, dada a crise da água. Esse acionamento das térmicas, além da alta poluição, já custou às redes de distribuição mais R$ 25 bilhões (14/5) - tanto quando todo o programa Bolsa Família, segundo o consultor Raul Velloso (Estado, 14/5).

Na Câmara dos Deputados, em Brasília, está em discussão projeto apoiado pela Frente Parlamentar de Valorização do Setor Sucroenergético que propõe revisão de dívidas do setor (R$ 50 bilhões) e apoio à geração energética do bagaço de cana. Mas o panorama ainda está tão favorável às termoelétricas que um grande grupo econômico norte-americano vai instalar uma usina desse tipo no Rio Grande do Sul, com investimento de US$ 2,7 bilhões, para fabricar fertilizantes a partir do carvão gaseificado (Agência Estado, 8/5).
Para o cidadão consumidor, eventuais transformações para melhor na matriz energética poderão significar, além da menor poluição do ambiente, menos despesas. A bandeira tarifária já reflete o custo das termoelétricas, que subiu R$ 2,4 bilhões por causa delas (Estado, 14/5). Mas ainda não se conseguiu a vantagem dada aos condomínios residenciais - 20% a 30% menos. A Aneel exige (14/5), para a redução na conta dos consumidores residenciais, que eles sejam pessoas jurídicas.

Impressiona verificar que o Brasil, com seu enorme potencial para geração de energias renováveis - sol o ano todo, água, território para biomassas, marés, ventos em muitas áreas favoráveis -, ainda venha ocupando apenas o sétimo lugar entre os investidores nessa área. E é exatamente com o aumento da geração de energia eólica que este ano o País deverá voltar à lista dos maiores investidores no mundo (Estado, 1.º/4), de acordo com informações do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). No ano passado o investimento total foi de US$7,6 bilhões, dos quais 84% se destinaram a usinas eólicas.

No mundo, em 2014 foram 17% em energias renováveis, um total de US$ 83,8 bilhões, dos quais quase um terço para eólicas e solares. Aqui, a eólica hoje responde por apenas 4,5% da matriz geral, com 6 GW. Na União Europeia, as renováveis significam 15% da matriz. E se espera que cheguem a 20% em pouco tempo, com destaque para a Suécia (52,1% do total) e para a forte progressão dos investimentos na Alemanha.

Muitos estudos de cientistas e universidades têm alertado para a visão de que 80% das reservas de combustíveis fósseis no mundo não devem ser exploradas, como tem sido mencionado em artigos nesta página. O uso desses combustíveis não é compatível com o veredicto científico de que é indispensável conseguir que o aumento da temperatura planetária não exceda 2 graus Celsius até 2050 - e já subiu 0,8 grau. Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (ONU), com as tendências atuais a temperatura poderia elevar-se em mais de 3 graus - com consequências dramáticas.

Nesses cenários, fica difícil entender parte das discussões que ocorrem no Brasil no setor de petróleo, principalmente quanto à exploração na área do pré-sal. Já foi dito aqui que nem sequer se conhece quais são as tecnologias adequadas para essa exploração em águas profundas que se pretende usar - e suas consequências. Deixa-se de lado a visão econômica para o setor, depois que os preços do barril de petróleo caíram mais de 50%. Também - como lembra o economista José Roberto Mendonça de Barros (Estado, 3/5) - a capacidade de investimento da empresa estatal é praticamente nula, após os escândalos que estão nos jornais: "O setor ficará longe de ser o puxador do crescimento que se imaginava".

E mesmo que não estivessem presentes esses fatores, que pensa o governo brasileiro das restrições ao petróleo, ao carvão, ao gás - no quadro do clima? Que fará, no quadro da crise econômica atual, sabendo que nossa empresa de petróleo, segundo a revista Forbes, caiu no ranking das maiores empresas, do 10.º lugar que ocupava para o 416.º? Países mais ricos continuam subsidiando os preços do petróleo. Por aqui, o quadro de crise certamente põe em questão esse rumo.

E se o panorama das hidrelétricas também parece complicado, principalmente na Amazônia, a esperança maior só pode estar na biomassa, assim como na energia eólica (desde que se resolva o problema da conexão das geradoras à rede de transmissão) e na solar, que terá em agosto um leilão exclusivo para vender sua energia.

É preciso insistir: o Brasil pode ter um caminho muito promissor se fizer uma opção clara pelas energias renováveis - sem perder mais tempo, nesta hora em que tantos países aceleram a marcha.

Fonte: O Estado de São Paulo

Bateria residencial da Tesla tem uma barreira: o preço

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Apesar da inovação do dispositivo, críticos questionam se ela terá adoção em massa

Elon Musk fez algo notável. Ele construiu uma bateria de 100 quilos que pode ser pendurada na parede da garagem e convenceu um grande número de pessoas de que contar com o equipamento é uma escolha que faz parte de um estilo de vida - assim como manter um recipiente de compostagem no jardim.

À primeira vista, combinar as baterias domésticas com a energia solar faz muito sentido. O problema é que financeiramente não faz muito sentido. Segundo boa parte das críticas após o lançamento das baterias Powerwall, da Tesla, voltada ao consumidor final, não estaria baseado em um raciocínio financeiro sólido. Quando foi questionado a respeito disso, Musk, que é CEO da Tesla, respondeu que "isso não quer dizerqueaspessoasnão irão comprar o equipamento."

É verdade. O interesse inicial tem sido fora do comum. Toda essa atenção está impulsionando as baterias Powerpack, desenvolvidas para empresas e concessionárias de energia, e que são um produto com um potencial realmente inovador.

Mas se você dá importância à Tesla porque se importa com o futuro da energia limpa, então a dúvida sobre se uma solução faz sentido, financeiramente falando, é a única que importa. A energia eólica e a solar são um enorme ponto de inflexão precisamente porque hoje, em muitas regiões do mundo, elas são tão baratas quanto os combustíveis fósseis, ou até mais do que eles. A demanda inicial pelas baterias domésticas da Tesla - foram 38.000 pedidos na primeira semana - pode parecer um grande começo, mas mesmo no melhor cenário essas encomendas demorariam mais de um ano para serem entregues e responderiam a uma pequena fração da energia gerada por uma única usina de energia movida a combustíveis fósseis. Para "mudar radicalmente a forma como o mundo utiliza a energia", como diz Musk, a escala precisa ser maior.

Os impedimentos são enormes. Nos EUA, qualquer proprietário de imóvel que espere utilizar as baterias de Musk para conseguir independência em relação à rede elétrica terá uma surpresa. Para que uma residência média americana dependa somente dos painéis solares e das novas baterias da Tesla, o sistema completo custaria aproximadamente US$ 98 mil, segundo análise da Bloomberg New Energy Finance. E essa avaliação está baseada em uma casa localizada em uma região ensolarada, como o sul da Califórnia.

Muitos observadores compararam a introdução da Tesla Powerwall a uma espécie de momento iPhone das baterias domésticas. Não importa se a Powerwall faz sentido financeiramente no momento, segundo esse argumento, porque os primeiros que a adotarão serão os mais ricos, imunes às instabilidades econômicas. A próxima geração de baterias mais baratas vai atrair a massa.

Esse raciocínio tem dois furos. Primeiro, apesar de toda a sua elegância e beleza tecnológica, uma bateria não é um aparelho pelo qual alguém chega a se apaixonar, como o iPhone. Uma vez que você liga sua bateria doméstica na tomada, se tudo correr bem você nunca precisará tocá-la novamente e o design bonito não é suficiente para motivar o comportamento do consumidor massivo. O segundo problema é a forma como as concessionárias estão estabelecidas nos EUA. Independentemente do preço barato que possam ter, as baterias não serão a forma mais fácil, nem a mais barata, de aproveitar a energia solar. Uma abordagem mais sensata seria combinar os painéis solares a baterias desenvolvidas para estender parte da energia solar para o pico de demanda de eletricidade dos horários noturnos.

Fonte: Bloomberg

Aumenta a aposta na energia solar

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Desonerações e programas de incentivo tiram do papel planos de investimento de fornecedores e prestadores de serviço do setor

Com os recentes incentivos anunciados pelo governo à micro geração de energia, fabricantes e prestadores de serviços para o setor aceleram projetos de expansão das atividades no país. Esta semana, duas empresas chinesas anunciaram planos para o mercado brasileiro, incluindo a instalação de uma fábrica de painéis fotovoltaicos em São Paulo pela BYD. Ontem, a fabricante de sistemas de refrigeração Gree lançou, no Rio, uma linha de aparelhos de ar condicionado movidos a energia solar, destinados a grandes instalações comerciais e industriais. A expectativa do mercado é que, com a isenção de ICMS na venda de energia por micro geradores, o ritmo de instalações acelere.

"Sem dúvida, o efeito da desoneração, aliado ao aumento das tarifas de energia, multiplicou o interesse", diz Eduardo Abreu, responsável pelas operações brasileiras da alemã Conergy, que trabalha na captação de US$ 45 milhões com investidores para expandir sua atuação no setor. A companhia iniciou as atividades no país no ano passado e calcula já ter, em carteira, projetos com potencial de geração de 50 megawatts (MW)- entre contratos para construção ou aluguel de sistemas geradores.

Mais antiga no país, a concorrente Brasil Solair também projeta expansão de sua atividade de locação de painéis para oito novos estados, com potencial de encomendas de 60 MW e investimento de R$ 200 milhões.

"Com a crise energética, acreditamos que cada vez mais a energia solar irá se consolidar como uma opção de fonte renovável na matriz energética", afirma o presidente da empresa, Nelson José Côrtes da Silveira. Desde a edição da Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regulamentou a micro geração de energia em 2012, apenas 534 consumidores se dispuseram a instalar sistemas geradores no país. A Aneel, porém, estima que, a partir da redução de custos, o número de unidades consumidoras com geração própria pode chegar a 500 mil em meados da próxima década, com potência estimada em 2 gigawatts (GW).

É nesse potencial que apostam duas empresas chinesas que estiveram no Brasil esta semana acompanhando o primeiro ministro Li Keqiang emmissão oficial. A fabricante de painéis BYD Solar Solutions anunciou a instalação de uma fábrica de painéis fotovoltaicos em São Paulo, com início de operações estimado para meados de 2016. A unidade terá capacidade para produzir até 400 MW por ano em painéis, com a geração de 200 empregos diretos, informou a BYD. Atualmente, embora o Brasil já possua um fabricante, 100% dos equipamentos utilizados no país são importados.

Já a Gree aposta no mercado comercial com o lançamento de dois sistemas de refrigeração movidos a energia solar. Acoplados a painéis fotovoltaicos, os equipamentos permitem também a micro geração com redirecionamento da energia excedente para as distribuidoras de energia. "Percebemos grande potencial para esta linha de produtos no Brasil, especialmente por se tratar de um dos países com maior potencial fotovoltaico do mundo", comenta a presidente da companhia, Dong Mingzhu.

Para especialistas, a principal vantagem da energia solar no Brasil, em relação a países europeus, é que o horário de maior consumo de energia coincide com o de maior insolação. Além da desoneração do ICMS, o governo analisa medidas para fomentar a adesão de pequenos consumidores aos sistemas próprios de geração de energia, modelo bastante desenvolvido em países europeus mas que ainda esbarra no alto custo do investimento no Brasil - a instalação de um sistema custa entre R$ 7 mil e R$ 8 mil por quilowatt de potência. Por isso, empresas como a Conergy e a Brasil Solair se especializaram em aluguel dos equipamentos em contratos de longo prazo, repartindo a economia com os clientes.

A Brasil Solair, por exemplo, tem um projeto piloto em um conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida em Juazeiro (BA), que rendeu, no primeiro ano, R$ 1,5 milhão aos moradores. "Esperamos que o projeto possa ser replicado, dentro do modelo testado ou semelhante, contribuindo, não só para geração de renda para os condomínios e seus condôminos, mas também como geração de energia, que está escassa atualmente", diz o presidente da companhia. A Aneel quer ampliar o limite para a habilitação de micro geradores e desburocratizar a relação com as distribuidoras.

Além do governo federal, governos estaduais têm anunciado programas para incentivar o setor. Na quarta-feira, foi a vez do Distrito Federal, que anunciou o programa Brasília Solar, que pretende estimular a utilização da tecnologia em grande escala. Um primeiro passo neste sentido será a instalação de painéis em 17 escolas, com investimento de R$ 10 milhões e expectativa redução de até 80% no consumo. Além disso, há planos para o uso da fonte para suprimento das necessidades do metrô local.

Única fábrica do país ainda está fechada

Os planos para a instalação da fabricante chinesa de painéis solares BYD foram comemorados pelo governo, mas o alto custo da produção nacional ainda é um entrave para o desenvolvimento do setor.

Construída pela Brasil Solair na Paraíba, a primeira fábrica brasileira do equipamento ainda não começou a operar por falta de contratos. A unidade ficou pronta no final do ano passado.

A fábrica tem capacidade para produzir 300 mil painéis por ano, com potência total de 60 MW. A companhia apostava na busca por metas de nacionalização dos equipamentos em troca de financiamentos subsidiados do Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas ainda não obteve contratos.

A expectativa agora é que, com as medidas de incentivo em curso, o custo dos painéis brasileiros ganhe competitividade em relação aos importados. A própria Brasil Solair importa os painéis que fornece a seus clientes.

Fonte: Brasil Econômico

Dilma: acordo com UE este ano

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A presidente Dilma Rousseff afirmou que o Mercosul deve propor à União Europeia um calendário de negociações para concluir neste ano o acordo de comércio bilateral entre os blocos econômicos. A declaração foi feita ao lado do presidente Uruguai, Tabaré Vázquez, em cerimônia no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira.

"Vamos continuar aperfeiçoando o Mercosul e diversificando parcerias comerciais", afirmou. "Fazer o acordo entre o Mercosul e a União Europeia este ano é prioridade da agenda externa do bloco. Vamos propor à União Europeia que definamos para o mais breve possível a data de apresentação simultânea das nossas propostas comerciais."

A presidente ressaltou que o Mercosul segue como mecanismo comercial importante para a América do Sul por ser "um ambicioso processo de integração" regional e classificou o bloco de "patrimônio comum" que precisa se adaptar às circunstâncias.

"Não podemos nos acomodar, precisamos melhorar, avançar cada vez mais. Um passo importante consiste na elaboração de programas que contribuam para a diminuição de assimetrias entre os sócios", disse.

Dilma destacou que o Brasil está trabalhando pela renovação do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem), que foi criado em dezembro de 2004. O fundo tem como objetivo aprofundar o processo de integração regional no Cone Sul, por meio da redução de assimetrias e do incentivo à competitividade na região. O Brasil é o país do Mercosul que fez o maior aporte ao fundo.

Energia elétrica
Na cerimônia, Dilma disse também que o Brasil pretende estabelecer um "intercâmbio permanente de eletricidade" com o Uruguai, após uma série de empreendimentos realizados no setor pelos dois países.

"Todas essas iniciativas (no setor elétrico) fazem parte de um propósito. Esse propósito é estabelecer processo de intercâmbio permanente de eletricidade entre os dois países", disse.

A parceria já havia sido detalhada em fevereiro pelo presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, que disse que importar energia do Uruguai será algo vantajoso para o Brasil, o que se refletirá no preço da tarifa praticado internamente. O comentário foi feito pouco antes de o ex-presidente José Mujica e Dilma inaugurarem o parque eólico de Artilleros, o primeiro empreendimento da Eletrobras a gerar energia no exterior.

Segundo a Eletrobras, a energia produzida pelo parque se destinará ao sistema elétrico do Uruguai, mas a capacidade instalada naquele país vai permitir que a geração de excedentes de energia seja intercambiada com o sistema elétrico brasileiro. O investimento do projeto é de US$ 103 milhões, dos quais US$ 23,5 milhões foram bancados pela Eletrobras - o restante foi pago pela estatal uruguaia UTE e pela Corporación Andina de Fomento.

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)

Bosch: divisão de engenharia avançada faz ofensiva no Brasil

Publicado quinta-feira, 21 de maio de 2015

quinta-feira, 21 de maio de 2015


Apoiada no aumento da necessidade de desenvolver tecnologias mais adequadas ao mercado local, a Bosch Engineering Group (BEG) avança no Brasil. A subsidiária da Robert Bosch é especializada em soluções de engenharia. O que diferencia a divisão do desenvolvimento que já é feito pela fabricante de autopeças é que o serviço não é atrelado a contrato de fornecimento de autopeças ou sistemas. Além disso, o trabalho também não está relacionado ao volume de produção de determinado componente e pode ser feito para aplicações muito específicas e pontuais.

Entre os serviços oferecidos estão, por exemplo, desenvolvimentos para protótipos ou carros-conceito em que uma montadora possa estar trabalhando. Outro segmento importante é o automobilismo. “Trabalhamos com duas equipes da Fórmula 1”, revela Thomas Lehmann, vice-presidente da divisão de powertrain da BEG. A empresa não restringe sua presença apenas ao setor automotivo. “Cobrimos tudo relacionado à mobilidade, desde duas rodas até aviação”, detalha. Segundo ele, a companhia nasceu para atender as necessidades da globalização e da adaptação de produtos a diferentes mercados e legislações. Outro objetivo é ajudar os clientes a acompanhar os ciclos cada vez mais rápidos de inovação com crescente aumento da complexidade.

Fundada em 1999 com equipe de apenas 13 pessoas, a jovem empresa alcançou em maio deste ano a marca de 2 mil colaboradores. A maior parte do pessoal atua na matriz da empresa na cidade alemã de Abstatt, mas há unidades em outros oito países. O time brasileiro conta com 20 pessoas, além de aprendizes e estagiários. A companhia chegou ao País em 2011 e tem hoje dois escritórios: em Campinas (SP), onde fica a sede nacional da Robert Bosch, e em Curitiba (PR), na mesma estrutura da planta responsável pela produção de sistemas diesel, área em que a divisão de engenharia vem concentrando esforços.

“A exigência do setor de transportes é muito grande. Há também um grande mercado na área de mineração e em segmentos como óleo e gás”, avalia Thomas Junge, responsável pela operação brasileira da Bosch Engineering. No Brasil a empresa também recebe muitas consultas sobre motores flex, principalmente de newcomers interessadas em tropicalizar seus carros. O portfólio da filial brasileira já inclui o desenvolvimento de solução para motor diesel com aplicação marítima. A empresa chegou ao projeto de injeção de gás natural para reduzir consumo de combustível, o chamado Dual-fuel, que, segundo a BEG, tem potencial para reduzir em 30% o custo da operação do cliente.

Outro caso lembrado por Junge foi para o segmento de mineração, com a aplicação de sistema Start-Stop nos caminhões envolvidos na operação de uma empresa, garantindo substancial economia de combustível. “Estamos investindo em equipamentos como dinamômetros no País para poder fazer mais desenvolvimentos”, conta Junge. “Vemos grande potencial de crescimento da demanda por este tipo de serviço nos próximos anos.”, acredita.

Segundo ele, a presença na América Latina é importante por causa das particularidades da região, como a geografia e os combustíveis. No Brasil a operação tem incentivo extra com o Inovar-Auto, que estimula as engenharias locais e o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Além disso o programa impõe metas de eficiência energética para os veículos vendidos localmente, o que impulsiona a demanda das montadoras por novas soluções e tecnologias.

CÉLULA DE COMBUSTÍVEL
Globalmente a Bosch Engineering destaca sua atuação em projetos que envolvem veículos elétricos a célula de combustível. Enquanto a tecnologia permanece sem competitividade para equipar carros de passeio, a empresa tem trabalhado em outras aplicações em que já há mercado, como empilhadeiras e no transporte de malas para o avião em aeroportos. No primeiro caso a empresa chegou a uma solução que garantiu economia anual de US$ 2 mil por veículo a um cliente nos Estados Unidos.

Fonte: Automotive Business

Quatro países da UE iniciam interligação de mercado de energia

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Após quase dois anos de atrasos, Alemanha, França e vizinhos no centro-oeste da Europa iniciaram ontem à interligação de seus mercados de eletricidade num sistema em que os preços ditarão para onde a energia fluirá entre os países.

A interligação de mercados com base nos fluxos combina oferta e demanda através das fronteiras, enviando eletricidade para onde os preços são mais altos. Espera-se que a média de tarifas com um dia de antecedência suba na Alemanha e diminua na Bélgica e na Holanda, segundo dados da Energy Brainpool, consultoria de Berlim.

Oito anos atrás, governos, reguladores, bolsas e operadores de redes elétricas de Alemanha, França, Bélgica e Holanda concordaram em melhorar seus fluxos interfronteiriços. O projeto, que deveria ter começado em 2013, administra melhor a forma como as redes elétricas são utilizadas. Isso significa que, num dia com muito vento no norte da Alemanha, a eletricidade gerada por uma turbina eólica pode chegar a um hospital na França.

"A interligação de mercados com base nos fluxos pode elevar as exportações da Alemanha para os países vizinhos e será um elemento de apoio aos preços atacadistas da energia na Alemanha", disse Alfred Hoffmann, vice-presidente de gestão de carteira trading de energia da Vattenfall em Hamburgo.

Na interligação com base nos fluxos, todos os caminhos interfronteiriços entre as redes elétricas são levados em conta a fim de maximizar a capacidade. No esquema tradicional, os fluxos se baseiam na capacidade disponível de interconexão em cada fronteira, o que pode dificultar a convergência de preços entre as redes nacionais.

"Depois do começo bem-sucedido e da preparação intensa, estamos comemorando aqui", disse ontem Andreas Preuss, porta-voz da operadora alemã de rede elétrica Amprion. Os preços por hora para hoje já foram calculados pelo novo sistema, disse Preuss.

A Alemanha tem os preços de eletricidade mais baixos da região, com uma tarifa média com um dia de antecedência de € 32,11 por megawatt-hora durante os últimos 12 meses. A cifra se compara com € 36 na França, € 41,35 na Holanda e € 43,46 na Bélgica.

Os preços podem virar negativos quando a oferta de energia supera a demanda, quando há muito vento ou sol, por exemplo. A Alemanha, maior produtor de energia renovável da Europa, teve 109 horas de preço negativo neste ano, o dobro do mesmo período de 2014, segundo a Epex Spot.

Em média, os preços teriam sido 8,7% mais baixos na Bélgica e 5,8% na Holanda com o sistema de interligação de mercados no ano passado, diz Energy Brainpool.

No entanto, flutuações na geração de energia renovável na Alemanha ainda podem ter um efeito maior nos preços do que a interligação dos mercados, segundo Omar Ramdani, diretor de análise da RheinEnergie Trading, de Colônia. "Em média, os preços aumentarão de € 1 a € 2 se não observarmos efeitos contrários da produção de energia eólica e solar."

Embora a interligação possa melhorar os fluxos interfronteiriços, a Comissão Europeia estima que a Europa ainda precisará gastar € 200 bilhões em infraestrutura de energia até 2020, incluindo novas conexões elétricas entre países.

"A interligação do mercado terá certo impacto, mas é preciso mais investimento na capacidade interfronteiriça e de interconexão para ter uma grande diferença", disse Elchin Mammadov, analista de empresas de energia europeias da Bloomberg Intelligence.

Fonte: Valor

Consumo racional

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O brasileiro está consumindo mais. Não apenas vestuário, alimento e cultura, mas também energia elétrica. O acréscimo é da ordem de 3% ao ano e está diretamente ligado a outro aumento importante: o do poder aquisitivo da população. Hoje, há mais eletrodomésticos nas residências; serviços funcionam até mais tarde; cresce o número de restaurantes e lojas nas grandes cidades. São conquistas que representam mais qualidade de vida para as famílias e, por isso mesmo, devem ser comemoradas.

Para dar conta desse aumento na demanda, o Brasil vem investindo em novas hidrelétricas e no aprimoramento de diferentes sistemas de captação e distribuição de energia solar e eólica. Nada disso, no entanto, substitui aquela que talvez seja a orientação mais importante para garantir uma gestão mais equilibrada dos nossos recursos: o consumo racional.

Talvez o maior de todos os vilões seja o aparelho de ar condicionado. Os picos de consumo no Brasil já não ocorrem à noite, como antigamente, mas entre 14h e 15h, motivados principalmente pelos condicionadores de ar. Esse cenário tende a piorar com as temperaturas em elevação. É sabido que 2014 foi o ano mais quente da História - e nada nos leva a crer que 2015 será mais ameno. Não é à toa que esses equipamentos já começam a faltar nas prateleiras das lojas. O Brasil é hoje o quinto mercado mundial de aparelhos de ar condicionado. De 2012 a 2013, houve um crescimento de 30% nas vendas de aparelhos do tipo split.

Saiba como diminuir o consumo do seu aparelho de ar condicionado

A má notícia é que nossa indústria adota um limite mínimo de eficiência energética muito inferior aos praticados na China, no Japão e na União Europeia. Levantamento da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostrou que o ar-condicionado mais eficiente produzido no Brasil tem coeficiente de eficiência energética de 4,79 W/W (watts de calor gerado a cada watt de energia consumida). Na China, passa de 6 W/W. No Japão, 6,5 W/W ou mais. Ao mesmo tempo, os índices mínimos de eficiência nos condicionadores brasileiros giram em torno de 2,6 W/W, enquanto na maioria dos países superam 3 W/W.

Para lidar com a demanda crescente, há que se priorizar o aumento da eficiência energética dos aparelhos de ar condicionado. O arcabouço legal já existe e está inscrito na Lei 10.295 de 2001, conhecida como Lei da Eficiência Energética. Em 2007, foi aprovada uma regulamentação específica para os condicionadores, estabelecendo coeficientes mínimos de eficiência.

Pode parecer pouco, mas o rigor com o ar-condicionado é fundamental para minimizar o risco de crises futuras e garantir um futuro de expansão para a economia do país. Idealmente, esse rigor deve ser estendido a outros equipamentos. O Programa Minha Casa Melhor, por exemplo, através do qual a Caixa financia a aquisição de móveis e eletrodomésticos por beneficiários do Minha Casa Minha Vida, também poderia ter como diretriz a exigência de coeficientes mínimos de eficiência na geladeira, na televisão ou na máquina de lavar.

Cabe a cada um de nós consumir de maneira mais eficiente e incentivar que a sociedade o faça.

Fonte: o Globo

Linhão da Hidrelétrica de Belo Monte vai atrasar, no mínimo, oito meses

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Projeto de 1.854 km de extensão, chamado ‘linhão pré-Belo Monte’, estimado em R$ 1,3 bi, foi vencido no fim de 2012 pela espanhola Abengoa e a entrega estava prevista para fevereiro de 2016; a empresa não quis se pronunciar sobre motivos do atraso

A Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, vai ter de buscar rotas alternativas para escoar a sua energia no início do ano que vem, por conta de atrasos em obras de linhas de transmissão que deveriam apoiar a usina. O descolamento total do cronograma de rede que levaria a geração da hidrelétrica erguida no Pará para Estados da Região Nordeste já foi contabilizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Serão pelo menos oito meses de atraso.

O chamado "linhão pré-Belo Monte", projeto de 1.854 km de extensão, estimado em R$ 1,3 bilhão, foi vencido no fim de 2012 pela empresa espanhola Abengoa.

A empresa assumiu o compromisso de entregar a rede em operação em fevereiro de 2016. A relevância desse calendário está diretamente relacionada ao cronograma de Belo Monte. Em março do ano que vem, começam a ser acionadas as primeiras turbinas da casa de força principal da hidrelétrica, máquinas de grande porte com 611,1 megawatts (MW) de potência cada uma. O corre que a linha de transmissão atrasou completamente. As fiscalizações feitas pela Aneel indicam que a malha só estará à disposição em outubro de 2016.

A Abengoa foi questionada sobre as causas do atraso e eventuais medidas tomadas para tentar acelerar as obras, mas informou que não iria se manifestar. A Norte Energia, concessionária que é dona de Belo Monte, também foi questionada sobre o impacto do atraso da linha em suas operações, bem como sobre alternativas para garantir a distribuição da energia enquanto a rede não fica pronta. Por meio de nota, informou apenas que "o assunto deve ser tratado diretamente com a Abengoa".

Cronograma. Em construção no Rio Xingu, na região de Altamira, Belo Monte possui duas estruturas para geração de energia. A casa de força complementar, que será formada por seis turbinas de 38,85MW cada, está atrasada. O acionamento de sua primeira máquina deveria ter ocorrido em fevereiro deste ano, prazo que a empresa jogou para novembro. Mas em sua casa de força principal, na qual serão instaladas 18 máquinas de 611,1 MW, o cronograma segue inalterado pela Norte Energia, com previsão de começar a operar em março de 2016.

Não restará outra saída, portanto, a não ser procurar garantir o abastecimento por pequenas redes locais de transmissão. A Norte Energia já trabalha com a idéia de começar a distribuir a energia de sua casa de força complementar partindo de malhas regionais. O que não estava nos planos era fazer isso com as turbinas de grande porte.

Dada a atual situação, o caminho mais indicado para garantir a entrega da usina deverá ser uma linha da Eletronorte conhecida como Tramoeste, uma rede de menor porte que conecta o interior do Pará, entre Tucuruí e Altamira, com a tensão de apenas 230 kV, quando a malha em construção pela Abengoa é 500 kV. Essa condição pode levar a restrições graves de transmissão, dado o volume de energia que será injetado no sistema pela nova hidrelétrica. Em fevereiro deste ano, uma falha ocorrida no Tramoeste deixou 12 cidades do interior do Pará sem energia.

Conta mais cara. A linha de transmissão da Abengoa obteve autorização do Ibama para iniciar as obras em março deste ano. O atraso no projeto poderá gerar um prejuízo milionário ao consumidor. Isso porque, se a Norte Energia estiver com máquinas à disposição, mas não tiver meios de entregar a energia, será remunerada normalmente pelas distribuidoras que compraram a energia. E essas ainda terão de comprar essa energia frustrada no mercado à vista.

Esses custos, por consequência, seriam automaticamente repassados para a conta de luz da população.

Fonte: O Estado de São Paulo

Distribuidoras terão concessões renovadas

Publicado quarta-feira, 20 de maio de 2015

quarta-feira, 20 de maio de 2015



O decreto presidencial que vai definir as condições da prorrogação das concessões das distribuidoras de energia elétrica deve sair até o fim desta semana, garantiu ontem o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) André Pepitone. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que faltam apenas algumas pendências jurídicas para a publicação da medida. O órgão regulador aguarda a edição do documento para estabelecer os critérios de renovação dos contratos.

Como a Aneel esperava que o texto já tivesse sido publicado, incluiu na pauta da reunião de ontem proposta de abertura de audiência pública para discutir com representantes do setor os modelos de termo de aditivo e contrato para a prorrogação das concessões - o que acabou não acontecendo. Mais de 30 distribuidoras têm contratos que vencem em 7 de julho, entre elas a Companhia Energética de Brasília (CEB), as dos grupos Eletrobras, Energisa e CPFL, além de estatais estaduais como Celg, de Goiás, CEEE-D, do Rio Grande do Sul, Celesc, de Santa Catarina, e Copel, do Paraná. A concessão da Cemig (MG) vence em fevereiro de 2016.

Pepitone explicou que, assim que o decreto for publicado, será convocada uma reunião extraordinária da diretoria da Aneel para abrir a audiência sobre o tema. "Isso deve ocorrer ainda esta semana", reiterou.

Mas os consumidores podem ficar um pouco mais tranquilos, se é que isso é possível, com aumentos na conta de luz de 50% este ano. É que o governo desistiu de cobrar outorga das distribuidoras que aceitarem renovar as concessões, o que poderia ter um impacto adicional na tarifa. "Foi uma vitória do setor elétrico", disse o diretor da Aneel.

O Ministério da Fazenda, com o objetivo de fazer caixa para o ajuste fiscal, defendia a cobrança de outorga. O MME e a Aneel, contudo, eram contrários à proposta, uma vez que o custo extra das distribuidoras seria repassado aos consumidores. No entanto, em contrapartida à renovação das concessões, o governo vai exigir das distribuidoras que melhorem a qualidade do serviço prestado para o consumidor dentro de um prazo de cinco anos. Para que o objetivo seja atingido, a Aneel poderá determinar que os acionistas façam novos aportes nas empresas.

Fonte: Correio Braziliense

Concessão de distribuidoras de menor porte à vista

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Governo deve realizar edital sem consolidar as companhias dentro de empresas maiores

O governo federal deverá renovar as concessões de distribuidoras de energia de menor porte sem consolidá-las dentro de empresas maiores como chegou a ser cogitado, disseram à Reuters três fontes do governo a par do assunto.

Segundo uma dessas fontes, essas empresas menores, em sua maior parte regionais ou municipais, representam quase a metade das cerca de 40 companhias de distribuição de energia elétrica cujas concessões vencem entre 2015 e 2017.

De acordo com as três fontes, que falaram sob condição de anonimato, o decreto com as regras para a renovação das concessões de distribuição de energia deverá ser assinado pela presidente Dilma Rousseff hoje e publicado no Diário Oficial da União de amanhã.

Procurada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a expectativa é que o decreto saia nesta semana, mas não precisou o dia.

Questionado sobre o assunto, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, evitou fazer comentários e disse que "é preciso aguardar a publicação do decreto". Segundo ele, a única pendência é um esclarecimento a ser feito ao poder Judiciário sobre as regras de renovação, mas basicamente "por precaução".

Segundo uma das fontes, a própria decisão de renovar os contratos das concessionárias de menor porte em vez de integrá-las a empresas maiores teve como um dos objetivos evitar a judicialização do tema.

Entre essas empresas de menor porte estão distribuidoras como a Cooper aliança (SC), Eletrocar (RS) e a Companhia Hidroelétrica São Patrício (GO).

Fonte: Brasil Econômico

Uma em cada sete pessoas não usam energia

Publicado terça-feira, 19 de maio de 2015

terça-feira, 19 de maio de 2015

cozinhando no fogão à lenha

Uma em cada sete pessoas no mundo vive sem eletricidade, e quase três bilhões cozinham utilizando combustíveis poluentes, informou o Banco Mundial. A taxa de acesso à eletricidade subiu para 85% em 2012, ante 83 % em 2010, reduzindo o número de pessoas sem acesso à energia elétrica para 1,1 bilhão, ante 1,2 bilhão anteriormente.

Fonte: Reuters



5 Usinas Hidrelétricas da bacia do Rio Uruguai

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O Rio Uruguai faz a divisa natural dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e também a divisa internacional entre Brasil e Argentina. Possui um grande potencial hidrelétrico, com uma capacidade total de produção de 40,5 KW/km².
Confira 5 das Hidrelétricas da Bacia do Rio Uruguai:


Usina Hidrelétrica de Campos Novos – SC


A Usina Hidrelétrica de Campos Novos é uma usina do Rio Canoas (um dos dois maiores afluentes do Rio Uruguai), localizada no município de Campos Novos, no estado de Santa Catarina. Sua barragem é uma das mais altas do mundo, com 202 metros e seu comprimento é de 592 metros.
Possui três unidades geradoras, que produzem um quarto do consumo do estado de Santa Catarina.
Veja mais fotos e informações sobre a Usina Hidrelétrica de Campos Novos...


Usina hidrelétrica de Barra Grande – RS-SC

A Usina Hidrelétrica de Barra Grande localiza-se entre os municípios de Anita Garibaldi (Santa Catarina) e Pinhal da Serra (Rio Grande do Sul). Esta usina foi construída no rio Pelotas, um dos dois principais afluentes do Rio Uruguai, possui três turbinas que produzem 708 MW.
Veja mais fotos e informações sobre a Usina Hidrelétrica de Barra Grande...


Usina Hidrelétrica de Machadinho - RS-SC

A Usina Hidrelétrica Machadinho localiza-se no Rio Uruguai, na divisa dos municípios de Piratuba (Santa Catarina) e Maximiliano de Almeida (Rio Grande do Sul). Possui três unidades geradoras de 380 MW cada, totalizando uma potência instalada de 1.140 MW – o que corresponde a cerca de 37% da demanda de energia do estado de Santa Catarina ou 23% do total consumido pelo estado do Rio Grande do Sul.
Veja mais fotos e informações sobre a Usina Hidrelétrica de Machadinho...


Usina Hidrelétrica de Itá – RS-SC

A Usina Hidrelétrica de ITÀ se localiza no rio Uruguai, na divisa dos municípios de Itá, (Santa Catariana) e Aratiba (Rio Grande do Sul). Sua capacidade instalada é de 1.450 MW.
Veja mais fotos e informações sobre a Usina Hidrelétrica de Itá...


Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó - RS-SC

A Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó está instalada no Rio Uruguai, entre os municípios de Águas de Chapecó (Santa Catarina) e Alpestre (Rio Grande do Sul). A potência instalada é de 855 MW, com 4 turbinas geradoras. A barragem tem 598 metros de extensão e 48 metros de altura.

Fonte: Mega Engenharia

110v x 220v: Qual a voltagem mais econômica?

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Será mesmo que há diferenças de consumo entre elas?

Desmitificando ideias
O Brasil é o único lugar do mundo a possuir oficialmente duas tensões na rede elétrica, o que causa muitos transtornos, dúvidas e confusões a nós, usuários da eletricidade. Com isso, a pergunta sobre qual tensão é a mais adequada acaba ganhando forças em meio às duas possibilidades e à quantidade de informações sobre tensões.




Podemos encontrar uma gama de fontes que afirmam que 220v é mais econômico, mas tudo isso não passa de mito: teoricamente, tanto faz se o computador ou notebook está ligado a 110V ou 220V, pois eles vão necessitar da mesma potência para trabalhar. Para entender melhor como isso funciona, iremos nos basear na seguinte fórmula: P = U x i, considerando o P a potência consumida pelo aparelho, o U a tensão utilizada e o i a corrente elétrica.



Desse modo, vamos imaginar que a Tensão (U) é a largura de um cano d´água e a corrente (i) é a velocidade em que a água passa por este cano. A quantidade de água colocada em um balde é a potência consumida. Sendo assim, se formos duplicar a largura desse cano (aumentar a tensão de 110V para 220V), iremos precisar apenas da metade da velocidade de água passando por ele (reduzir a corrente de 50A para 25A), já que ambos conseguirão encher o mesmo tanto de água no balde (potência consumida em Watts). Assim:

- 110v x 50A = 5500 Watts

- 220v x 25A = 5500 Watts

Resumindo, a ideia de que 220v é mais econômico não passa de ilusão, visto que a economia será a mesma em ambos os casos acima, pois a voltagem não interfere no consumo de energia e a conta de luz é cobrada em Watts (W), e não em amperes (A) ou tensão (U).


O que pode fazer a diferença
Na prática a história é um pouco diferente. Como a corrente é bem mais elevada na rede elétrica de 110V, são necessários fios mais grossos, elevando o custo da construção ou manutenção. Sendo assim, um ar-condicionado 220v pode consumir um pouco menos de energia pois trabalha com fiação mais fina devido a menor corrente que utiliza. Podemos então economizar na fiação, mas a diferença é tão pequena que não dá para dizer que um aparelho 220v consome menos.

Mas por que há duas voltagens?
Você já deve ter se perguntado por que existem duas opções de voltagem para as instalações elétricas, 110V e 220V, ao invés de um padrão único, ainda mais se já queimou algum aparelho por causa disso. Acontece que as diferentes voltagens tiveram origem no começo da implantação da eletricidade no Brasil no começo do século 20.

No início da eletrificação no país não existiam empresas nacionais, o que levou o Brasil a sofrer influência de empresas dos EUA e da Europa. Daí a possibilidade de duas voltagens, já que as norte-americanas usam apenas 110v e as europeias 220v. Além disso, na época que se definiu o padrão, estudos mostraram que o custo para se converter as instalações diferentes para uma só era absurdamente inviável, fazendo com que as duas possibilidades permanecessem e rendessem aparelhos tanto 110v quanto 220v até hoje.

Fonte: Web Ar Condicionado
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