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Produção de energia solar por consumidor já é realidade

Publicado segunda-feira, 5 de maio de 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O sol pode ser usado como fonte de energia de duas formas: a primeira é na verdade uma opção de economia de energia. As placas termo-solares, já bem comuns no País, usam o calor do sol para esquentar a água, substituindo o chuveiro elétrico.

No entanto, há outro uso mais complexo: com a instalação das chamadas placas fotovoltáicas é possível captar a luz do sol e transformá-la em energia elétrica - energia usada para acender lâmpadas e ligar todo tipo de equipamento.


Pequena usina
As placas fotovoltáicas fazem de cada casa uma pequena usina de geração de energia solar, que transforma raios solares na energia necessária para acender a iluminação e ligar equipamentos. Mas o sistema tem limitações: enquanto as placas geram energia durante o dia, o pico de consumo nas casas ocorre à noite. A solução é um sistema de empréstimo de energia ao sistema, permitido desde o ano passado por uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

É o que acontece na casa de Carlos Eduardo Tiusso, em Brasília. De dia, ela fornece energia para o sistema da cidade. De noite, quando o morador chega em casa, utiliza a energia que injetou sem precisar pagar por ela. Carlos investiu R$ 17 mil para equipar a casa com placas fotovoltáicas e equipamentos medidores. As instalações garantem 70% da energia que a família dele consome. Os outros 30%, Carlos compra da distribuidora de energia. “Tem grande benefício energético, por exemplo, pra utilização de ar condicionado. Quando está mais calor, entre 14h e 16h, é quando o sistema está gerando mais energia.”

Distribuição
Essa solução transforma qualquer casa em uma pequena usina geradora de energia - o que, segundo o gerente de normatização da Companhia Energética de Brasília (CEB), Celso Nogueira, tem uma vantagem: a geração acontece no próprio lugar de consumo, evitando gastos de distribuição. "[A energia] solar usada no próprio local de consumo alivia a geração distribuída. Uma grande parte do preço de energia é a distribuição."

O professor da Universidade de Brasília Paulo Salles aposta em um sistema descentralizado para responsabilizar o consumidor. "O tempo das grandes obras acabou. O ideal é uma visão descentralizada, se eu puder criar eu mesmo a energia que consumo. No novo paradigma, cada um deve ser capaz de gerar sua própria energia."

Crea-MS inicia campanha para orientar síndicos sobre nova norma para reformas em condomínios

Publicado sexta-feira, 2 de maio de 2014

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fiscais do Crea-MS visitarão a partir de quarta-feira (2/04) todos os condomínios residenciais e comerciais de Campo Grande

A partir do dia 18 de abril, moradores de condomínios somente poderão iniciar uma obra após apresentação ao síndico de um plano de reforma elaborado pela construtora ou projetista que garanta a segurança dos demais moradores e de seu entorno.

A medida foi definida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) por meio da norma técnica NBR 16280:2014 (Reformas em edificações – sistema de gestão de reformas) lançada no mês passado e que entrará em vigor no dia 18 de abril. A criação da NBR foi motivada pelo desabamento de edifícios no Rio de Janeiro há dois anos, onde uma reforma, segundo perícias, foi apontada como a responsável pelo acidente. A NBR também impõe as condições para reformas em residências isoladas ou individualizadas que também possam provocar riscos aos vizinhos.

A NBR 16280 exige que o plano de reforma a ser apresentado pelo proprietário do imóvel ao síndico seja elaborado por um profissional habilitado e contenha os projetos e memoriais descritivos, a descrição de impactos nos sistemas, atenda as legislações vigentes e que apresente estudo de garantia de segurança durante e após as obra, além de cronograma e dados dos envolvidos na reforma.

Orientações estão sendo levadas aos síndicos de condomínios residenciais e comerciais


O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-MS), engenheiro Ahmad Gebara, explica que a NBR visa garantir a segurança dos moradores de condomínios residenciais e comerciais e evitar que as reformas sejam feitas por leigos, atuação que é combatida pela fiscalização do Conselho. “As reformas que possam alterar ou comprometer a segurança de um edifício ou de seu entorno somente poderão ser autorizadas pelos síndicos após análise das construtoras e do projetista, se dentro do prazo decadencial, que geralmente é de 5 anos, podendo chegar a 20, em alguns casos. Caso passado esse período, é preciso a apresentação de laudo elaborado por um engenheiro que atestando a segurança dos serviços que serão executados”, explicou Gebara que acredita que a norma facilita o controle de todo o processo, já exige o registro dos responsáveis por todas as fases da obra.


Os agentes fiscais do Crea-MS iniciarão nesta quarta-feira (2) um mutirão para entregar um material informativo sobre a nova norma a todos os síndicos, administradoras e moradores de condomínio do Estado. Um trabalho orientativo será feito também com os profissionais registrados no Conselho. Por meio de um convênio com a ABNT profissionais com registro ativo no Crea-MS podem adquirir as normas da ABNT com 50% de desconto ou ainda acessá-las gratuitamente em computadores instalados na sede do Conselho em Campo Grande e Dourados.



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