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Conselho Próprio dos Técnicos Industriais e Agrícolas

quarta-feira, 6 de julho de 2016





Em 2011, quando o governo da presidenta Dilma Rousseff instituiu o PRONATEC – Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, uma grande expectativa tomou conta do país, e que tem se confirmado ao longo dos últimos anos. Afinal, o programa já registra quase 8 milhões de matrículas e, para a segunda fase anunciada recentemente, a previsão é de que mais 12 milhões de vagas sejam criadas, possibilitando que jovens de todas as regiões tenham acesso à educação técnica, adquiram conhecido, capacitação e, consequentemente, contribuam para o desenvolvimento socioeconômico da nação.

No entanto, para nós, Técnicos Industriais e Agrícolas, que tanto lutamos pelo reconhecimento, valorização e respeito à categoria, nem tudo é motivo de comemoração. Da mesma maneira com que muitos profissionais inseridos no programa federal “Mais Médicos”, criado com o objetivo de suprir a falta de atendimento médico nas regiões mais carentes, sofrem perseguições e represálias por parte do seu conselho fiscalizador, o Sistema CONFEA/CREA também não cumpre a nossa legislação profissional – garantida pelo Decreto nº 90.922/1985 e pela Lei nº 5.524/1968 –, dificultando e até impedindo o exercício de nossas atividades. Numa clara demonstração de prepotência e arrogância, há até professores formados em engenharia que desestimulam os alunos de escolas técnicas, alegando não que eles não têm atribuições e estão relegados a exercerem a função de meros auxiliares dos profissionais de nível superior.

Além de contrariar o próprio PRONATEC, esse pensamento descabido e sem propósito ignora até mesmo as estatísticas, que comprovam que a formação técnica é o caminho mais rápido para a inserção no mercado de trabalho. E, sem trabalho, nenhum país se desenvolve! Nós, técnicos, somos devidamente capacitados para exercer nossas profissões com dignidade e competência nas mais diversas áreas que permeiam a sociedade. Vamos além: somos empreendedores, atuando tanto como pessoas físicas ou profissionais autônomos.

Enfim, não queremos travar embates ou acirrar discussões com o sistema ou quem quer que seja; pleiteamos, apenas, o respeito às escolhas individuais, ao direito que assiste a cada cidadão de escolher que profissão seguir e que caminhos trilhar em suas vidas. Não somos contra os engenheiros ou as demais categorias inseridas no Sistema CONFEA/CREA; pelo contrário, respeitamos e reconhecemos a importância de todos para o presente e o futuro do país. Porém, assim como respeitamos também exigimos respeito. E, juntos, vamos lutar pelo desmembramento dos Técnicos Industriais e Agrícolas do Sistema CONFEA/CREA e pela concretização criação do nosso conselho próprio, cujo sonho perdura por mais de quatro décadas e está prestes a se tornar realidade.

Assim, em nome dos milhões de técnicos desse imenso país, contamos com a atenção e o apoio de todos para que esse anteprojeto seja encaminhado ao Congresso Nacional. Juntos, concluiremos esse ciclo de política social voltada para o ensino técnico e para a segurança de toda a sociedade brasileira
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