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Pequenas empresas investem e 82% cortam gasto com energia

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Consumo de água e luz cai 20%, diz Sebrae. Crise estimula iniciativas


BRASÍLIA- Mais afetados por aumento de custos e instabilidade no fornecimento de água e energia elétrica do que as grandes indústrias, micro e pequenos empresários brasileiros estão aprendendo a se defender e já reduziram em cerca de 20% o consumo de água e energia. É o que mostra pesquisa inédita do Sebrae, em que foram ouvidos 3,9 mil micro e pequenos empreendedores incluídos no Programa de Apoio à Inovação e à Sustentabilidade, o Sebratec.

Pelo levantamento, 82% das firmas entrevistadas confirmaram redução de gastos com energia. As mudanças começaram em 2002, logo após o racionamento de energia, e não pararam mais.

— Os caminhos vão desde medidas simples até as mais elaboradas, que exigem dose maior de investimentos — afirmou o presidente do Sebrae, Luiz Eduardo Barretto.

CONTA DE LUZ CAIU 58%
Monitorar o funcionamento do ar-condicionado e das lâmpadas, que podem ser trocados pela ventilação e iluminação natural, ou desligados em um ambiente desocupado são exemplos de procedimentos que geram economia. Assim como usar sensores de presença e trocar equipamentos antigos. No caso de um pet shop ou de um salão de beleza, uma ideia é instalar células de aquecimento solar nos lavatórios. O sistema é o mesmo usado em chuveiros de residências e tem o investimento gradativamente compensado pela diminuição na conta de luz.

— Espontaneamente, houve grande procura, nos balcões e postos de atendimento do Sebrae, por esse tipo de orientação. A demanda aumentou 15%, o que significa que o mercado está exigindo uma postura mais ativa no tema da sustentabilidade. Além disso, estamos em um ano de ajuste. Todos vão querer repensar os custos da sua empresa — afirmou Barretto.

Dono de um hotel na cidade fluminense de Visconde de Mauá, Rogério Buhler encontrou no uso racional de energia a saída para aumentar o resultado financeiro do negócio. As mudanças começaram pela troca de seis geladeiras por modelos mais econômicos e a reforma dos motores de outras duas. Ele também passou a substituir gradativamente as mais de mil lâmpadas por modelos econômicos, tanto internamente como na iluminação dos gramados, piscina e quadra de tênis.

Rogério investiu em placas solares e comprou um gerador mais potente e econômico para a hidrelétrica de pequeno porte que possui na propriedade. O conjunto de iniciativas rendeu uma economia de 58%: a conta de luz, que era de R$ 6 mil por mês em 2011, foi diminuindo e, desde janeiro deste ano, tem ficado em torno de R$ 2.500 por mês.

— Estamos mudando constantemente. Também temos uma pequena usina, que herdei de meu avô. Produzimos energia limpa e tratamos água e esgoto dentro do hotel — disse ele.

Na empresa Sônia Congelados, situada em Benfica, no Rio, ações sustentáveis foram essenciais para a expansão do negócio. Com 80 funcionários e produção de 20 mil refeições por mês, foram adotadas práticas que geraram economia de 80% na conta de energia elétrica e mais de 5% nos gastos com água. Os 19 freezers verticais foram trocados por uma câmara frigorífica e as lâmpadas fluorescentes deram lugar às de LED. Mais do que reduzir a conta de luz, as mudanças melhoraram a qualidade de refrigeração dos alimentos.

— A prosperidade de uma empresa passa por sua sustentabilidade — destacou Bruno Figueiredo, diretor da Sônia Congelados.

Newton Marques, professor da Universidade de Brasília e membro do Conselho de Economia do Distrito Federal lembra que os micro e pequenos empreendedores precisam ser criativos para reduzir custos, ainda mais no momento atual, de economia fraca.

— Eles não têm capital de giro ou recursos para desarmar (investimentos) como as grandes empresas. O único caminho em tempos de economia fraca é corte de custos — explicou Marques.

Fonte: O Globo
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